Segunda-feira, Fevereiro 23, 2026

Rory McIlroy devastado após perder vitória histórica para Jacob Bridgeman

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Rory McIlroy, um dos maiores nomes do golfe, saiu do Riviera Country Club com um peso no coração e um sentimento de frustração palpável após perder a chance de conquistar a sua 30ª vitória no PGA Tour. O destino do título de 2026 no Genesis Invitational, que deveria ter sido seu, foi para as mãos de Jacob Bridgeman, um jogador que soube aproveitar as oportunidades enquanto McIlroy lutava para encontrar seu ritmo durante 27 buracos cruciais.

Bridgeman, com um impressionante total de 18 abaixo do par, superou McIlroy e Kurt Kitayama, que terminaram com 17 abaixo do par, em um evento de 20 milhões de dólares, promovido pela lenda do golfe Tiger Woods. Mas para McIlroy, o verdadeiro turning point do torneio não foi apenas a performance final, mas sim a sequência de buracos perdidos que o deixou a sentir que não tinha aproveitado as suas chances. “Vou lamentar basicamente todos os 18 buracos de ontem e, em seguida, o front nine hoje, como 27 buracos onde falhei em capitalizar as oportunidades que me dei”, expressou McIlroy, com um tom de desânimo.

A verdade é que McIlroy não conseguiu transformar a pressão em motivação, e isso ficou evidente. Ele terminou o sábado com sete pars consecutivos e um 69, enquanto Bridgeman disparou com um 64, ganhando 4,6 golpes em aproximação e estabelecendo uma liderança de seis golpes que McIlroy nunca conseguiu ameaçar. “É difícil. Às vezes, é mais complicado quando Jacob tem uma grande vantagem, e eu não estou fazendo nada para pressioná-lo, então ele vê isso”, comentou McIlroy, refletindo sobre a dinâmica que se instalou em campo.

A falta de pressão da parte de McIlroy permitiu que Bridgeman jogasse de forma conservadora, mantendo o status quo com pars na primeira metade do percurso, enquanto McIlroy se via a falhar em encurtar a distância. O que finalmente trouxe pressão sobre Bridgeman foram jogadores que estavam à frente dele, como Adam Scott, que terminou com um notável 63, e Kitayama, que também fez um 64, reduzindo a vantagem de Bridgeman para apenas um golpe.

“Depois que Kurt fez o que fez, e Adam postou, eu comecei a fazer alguns birdies”, explicou McIlroy, que finalmente reagiu com quatro birdies no back nine, incluindo dois consecutivos nos buracos 17 e 18, deixando Bridgeman em uma posição delicada. O jovem teve que converter um putt de três pés no último buraco para garantir a vitória, o que fez com grande garra, mantendo a calma sob a pressão crescente.

A vitória de Bridgeman não foi apenas uma questão de habilidade técnica, mas também de uma sólida preparação psicológica. Ele já havia enfrentado a pressão de jogar ao lado de McIlroy no passado e soube lidar com a situação sem se deixar abalar. “Se fosse a minha primeira vez, talvez fosse um pouco inquietante. Mas agora não estou preocupado com isso”, afirmou Bridgeman, demonstrando confiança e maturidade.

Enquanto isso, McIlroy, que mostrou que seu jogo está afiado à medida que se aproxima da fase florida do circuito, ficou em terceiro lugar em aproximações ao green e quarto em golpes ganhos off the tee. Ele fez uma troca de tacos, voltando aos seus tradicionais blades, o que pareceu restaurar a consistência que lhe faltava anteriormente. “Sinto que meu jogo está praticamente todo lá”, disse McIlroy, ansioso pelas próximas competições em Bay Hill e THE PLAYERS.

Entretanto, as memórias dos 27 buracos em Riviera poderão assombrá-lo por algum tempo. A busca pela sua 30ª vitória no PGA Tour continua, mas este domingo, marcado por arrependimento, ficará gravado na sua mente como uma oportunidade perdida que poderia ter mudado o seu destino.

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