A ausência de José Mourinho na linha lateral durante o confronto entre o Real Madrid e o Benfica promete ser um dos tópicos mais comentados da semana. O lendário treinador português, conhecido por sua personalidade forte e declarações contundentes, não estará no banco de suplentes no Santiago Bernabéu, enquanto a sua equipa tenta reverter a desvantagem de um golo que trouxeram da primeira mão da fase de eliminação direta da Liga dos Campeões.
No emocionante encontro da semana passada, realizado em Lisboa, Vinicius Jr foi o autor do único golo que definiu a vitória do Real Madrid, mas o jogo ficará marcado não apenas pelo resultado, mas também pela controvérsia que envolveu alegações de racismo entre o brasileiro e Gianluca Prestianni, jogador do Benfica. A UEFA, em resposta a este incidente grave, decidiu suspender Prestianni para o segundo jogo, enquanto uma investigação disciplinar está em andamento, refletindo a seriedade com que a entidade aborda questões de discriminação no futebol.
O Benfica enfrenta agora um desafio monumental no Bernabéu, onde precisa de marcar pelo menos um golo para ter alguma chance de avançar para os oitavos de final, onde aguardam o seu rival, o Sporting CP ou o Manchester City. A pressão está elevada, e a ausência de Mourinho, que foi expulso durante a segunda parte do jogo anterior por protestos acalorados, poderá ser um fator decisivo.
“Não… não… fui expulso por dizer algo muito óbvio: o árbitro tinha um papel que dizia que Tchouameni, Carreras e Huijsen não podiam receber um cartão amarelo. E ele se recusou a mostrar um cartão a Carreras ou Tchouameni,” revelou Mourinho, em declarações que prometem agitar ainda mais o clima do confronto. “Disse ao árbitro. Porque passei 1.400 jogos no banco, e ele sabia perfeitamente quem poderia e não poderia ser advertido. Sabemos como funciona. O Madrid mereceu a vitória; foram mais fortes.”
Mourinho, sempre polêmico, não se esquivou de reconhecer a superioridade do Real Madrid na partida, afirmando: “Madrid mereceu a vitória; eles foram melhores.” As suas palavras, carregadas de frustração e descontentamento, mostram a sua paixão pelo desporto e a sua determinação em defender a sua equipa.
Com o jogo a aproximar-se, o Benfica entra em campo ciente da sua missão, sabendo que cada segundo conta e que a pressão para marcar é imensa. A ausência de Mourinho poderá ser sentida, mas a sua mensagem ressoa nas mentes dos jogadores, que têm a oportunidade de escrever a sua própria história de resiliência e ambição na Liga dos Campeões. O espetáculo promete ser eletrizante e os adeptos aguardam ansiosamente pelo desenrolar deste duelo decisivo.
