Terça-feira, Fevereiro 24, 2026

Mohamed Salah: ícone em risco ou a hora de deixar o Anfield?

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A figura de Mohamed Salah sempre foi sinónimo de celebração em Anfield, um verdadeiro ícone que se tornou um dos pilares da gloriosa trajetória do Liverpool. Com impressionantes 29 golos e 18 assistências em apenas 38 jogos na última temporada, Salah não só guiou os Reds à glória doméstica, como também conquistou um lugar entre os grandes, tornando-se o quarto jogador na história a liderar a Premier League em golos e assistências numa única temporada, juntando-se a nomes como Andrew Cole, Jimmy Floyd Hasselbaink e Harry Kane. No entanto, a situação atual do egípcio levanta questões inquietantes.

Desde o seu último golo na Premier League, marcado contra o Aston Villa a 1 de novembro de 2025, Salah vive uma seca de golos que já dura nove jogos, a mais longa da sua carreira em Liverpool. Embora tenha mostrado momentos de brilho em competições de taça, como os golos contra Qarabag na Liga dos Campeões e Brighton na FA Cup, o seu desempenho na liga deixou muito a desejar.

Os números registados na vitória por 1-0 sobre o Nottingham Forest são, no mínimo, alarmantes. Em 77 minutos em campo, Salah não fez qualquer remate, não conseguiu completar uma única drible e apenas criou uma oportunidade. A verdade é que, aos 33 anos, a velocidade explosiva que outrora deixava os defesas em pânico parece ter diminuído. Sob a nova liderança de Arne Slot, a tendência de Salah em desaparecer durante os jogos está a tornar-se mais um fardo do que uma benesse para a equipa.

Além disso, a relação entre Salah e o treinador tem sido objeto de escrutínio. No início da temporada, surgiram relatos de desavenças, com Salah a afirmar que se sentiu “atirado para debaixo do autocarro” durante um período difícil no inverno. Com rumores de uma possível transferência para a Liga Saudita a crescerem a cada semana, a sensação de que estamos a assistir à “Última Dança” de Salah em Merseyside torna-se cada vez mais palpável.

Pode parecer quase herético sugerir que uma lenda do clube se tenha tornado um obstáculo, mas a verdade é que, aos 33 anos e após oito anos de serviço incansável, a idade e o desgaste começam a fazer sentir-se. Portanto, separar caminhos com Salah no final da temporada não seria um ato de traição, mas sim uma medida de preservação. Vender o jogador este verão poderia ser a chave para proteger o seu legado lendário antes que a inevitável queda pela passagem do tempo o manchar. O futuro de Salah em Anfield é incerto, mas a decisão que Liverpool precisa tomar pode muito bem definir a próxima fase da sua história.

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