Terça-feira, Fevereiro 24, 2026

Jogadores Tolu Arokodare e Romaine Mundle Vítimas de racismo nas redes sociais

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O mundo do futebol foi novamente abalado por atos de racismo nas redes sociais, com os jogadores Tolu Arokodare, do Wolverhampton, e Romaine Mundle, do Sunderland, a serem as mais recentes vítimas de abusos raciais online. Este incidente repugnante ocorreu durante um fim de semana que ficou marcado por um aumento alarmante de comportamentos racistas direcionados a atletas.

Arokodare, que viu um penalti ser defendido durante a sua equipe perder por 1-0 para o Crystal Palace, foi alvo de várias mensagens racistas no Instagram. Não muito longe, o Sunderland também expressou a sua indignação, condenando veementemente o “vile online racist abuse” dirigido a Mundle após a derrota por 3-1 contra o Fulham. O que torna esta situação ainda mais perturbadora é que menos de 24 horas antes, Wesley Fofana e Hannibal Mejbri, jogadores do Chelsea, também foram alvo de abusos raciais após um empate com o Burnley.

“É inacreditável para mim que ainda jogamos em uma época onde as pessoas têm tanta liberdade para comunicar racismo sem consequências”, declarou Arokodare, refletindo sobre a gravidade da situação. “Esses indivíduos não têm lugar no nosso jogo, e coletivamente temos que agir para punir todos aqueles que mancham o esporte, não importa quem sejam.” A equipe do Wolves não hesitou em tomar uma posição firme, reportando os abusos à empresa-mãe do Instagram, a Meta, e às autoridades policiais. “Não há espaço para o racismo no futebol, online ou em qualquer lugar da sociedade. Condenamos este comportamento abominável e ilegal nos termos mais fortes possíveis”, afirmaram os Wolves.

O clube também reiterou o seu apoio a Arokodare, afirmando: “Nenhum jogador deve ser alvo de tal ódio apenas por estar a fazer o seu trabalho. Estamos firmemente ao lado dele e de todos os futebolistas que são forçados a suportar este abuso de contas anónimas que atuam com aparente impunidade.” Por outro lado, a Northumbria Police está a investigar os abusos raciais dirigidos a Mundle, e o Sunderland comprometeu-se a colaborar com as autoridades para identificar os responsáveis e a tomar as medidas mais severas possíveis. Mundle, por sua vez, decidiu desativar a sua conta no Instagram, um passo que revela o impacto emocional devastador que estes ataques podem ter sobre os jogadores.

A Kick It Out, uma organização dedicada à luta contra o racismo no futebol, expressou solidariedade a Arokodare e Mundle, denunciando que “este foi um fim de semana horrível, após quatro jogadores terem denunciado o abuso racista que receberam nas redes sociais”. A mensagem é clara: a ação deve seguir-se a estas declarações. “Os jogadores não podem ser esperados para tolerar este comportamento, e ninguém deveria”, sublinharam.

Não podemos ignorar que este não é um problema isolado. Emmanuel Fernandez, um defesa do Rangers, também foi alvo de abusos raciais após marcar um golo na igualdade de 2-2 contra o Livingston. Fernandez partilhou uma captura de tela com notificações que continham emojis racistas, descrevendo a situação como “desagradável” em sua história do Instagram.

Wesley Fofana, do Chelsea, também enfrentou uma onda de abusos raciais, especialmente após ser expulso durante o empate 1-1 com o Burnley. Ele expressou sua frustração ao afirmar: “2026 e ainda é a mesma coisa, nada muda. Essas pessoas nunca são punidas. Criam grandes campanhas contra o racismo, mas ninguém realmente faz nada.” O Chelsea, por sua vez, não hesitou em condenar os abusos, chamando-os de “vile online racist abuse” e reafirmando o seu compromisso em combater este tipo de comportamento.

É um momento crucial para o futebol e para a sociedade em geral. A luta contra o racismo exige ação, unidade e, acima de tudo, um compromisso firme de todos os envolvidos para garantir que o jogo que amamos seja livre de ódio e discriminação.

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