Quarta-feira, Fevereiro 25, 2026

Jessica Pegula faz declaração alarmante após vitória em Dubai

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A semana em Austin começava com esperanças e celebrações, mas rapidamente se transformou em preocupação. A campeã defensora, Jessica Pegula, anunciou a sua retirada do ATX Open devido a uma lesão no joelho esquerdo, pondo fim abruptamente às suas aspirações de defender o título no prestigiado evento WTA 250. A tenista americana, que estava agendada para enfrentar a eslovaca Rebecca Šramková, viu-se obrigada a desistir sem sequer entrar em court. Em uma declaração breve, Pegula expressou seu descontentamento: “Estou desapontada por não poder defender meu título em Austin. Adoro este evento e tenho ótimas memórias do ano passado. Espero poder voltar no futuro.”

A ironia do momento é palpável. A indicação de que Pegula se retira no dia do seu 32º aniversário, poucos dias depois de conquistar o seu décimo título da WTA nos Dubai Tennis Championships, levanta questões sobre a durabilidade da atleta. No evento do Médio Oriente, Pegula teve uma performance desgastante, vencendo cinco partidas em cinco dias, incluindo duas maratonas em três sets, para erguer a coroa do WTA 1000.

Nos últimos seis meses, Pegula tem sido uma das jogadoras mais consistentes no circuito, com um impressionante recorde de 13-2 neste início de 2026. As suas únicas derrotas vieram da jovem Marta Kostyuk em Brisbane e da poderosa Elena Rybakina nas semifinais do Australian Open. Desde o US Open do ano passado, Pegula alcançou sete semifinais consecutivas, um feito que não se via desde que Agnieszka Radwańska o conseguiu entre 2015 e 2016.

No ATX Open do ano passado, Pegula dominou, cedendo apenas um set até a final, onde derrotou a compatriota McCartney Kessler por 7-5, 6-2. A receção calorosa do público texano a fez sentir-se em casa, mas este ano, a sua ausência destaca a volatilidade do circuito da WTA. Yuan Yue tomou o seu lugar no sorteio, enquanto a jovem Iva Jovic ascendeu ao primeiro lugar da lista, evidenciando como a sorte pode mudar rapidamente no tênis feminino.

A retirada de Pegula levanta preocupações sobre um padrão crescente de desistências no início da temporada de 2026. As primeiras semanas do ano têm sido marcadas por uma série de retiradas de última hora, obrigando os torneios a ajustarem constantemente os seus quadros. O calendário, apertado entre a Austrália, eventos no Médio Oriente e o Sunshine Double, tornou-se um ponto de discussão acalorado entre os jogadores.

Em um episódio recente do Player’s Box Podcast, Pegula abordou de forma franca a exigência deste período. “Acho que é um momento difícil do ano, com menos de uma semana entre a Austrália e agora temos um evento 500 em Abu Dhabi,” explicou. “Temos quatro 500, quatro 1000 e um Grand Slam. Vocês estão loucos.” Ela destacou a intensidade do calendário, mencionando a sequência de torneios e a pressão que isso impõe aos atletas. “É muita coisa,” admitiu. “Não é surpreendente que muitas pessoas não quisessem jogar ou estivessem cansadas ou machucadas.”

Apesar da sua retirada, Pegula ainda está programada para competir em Indian Wells e no Miami Open, onde foi finalista no ano passado. Gerir a sua lesão no joelho será crucial para o seu desempenho nesses torneios, que oferecem pontos preciosos para o ranking.

A decisão de Pegula pode ser vista como uma medida de precaução, uma estratégia inteligente para proteger o seu corpo antes do Sunshine Double. Contudo, para uma jogadora que atravessa um dos períodos mais consistentes da sua carreira, até mesmo uma pequena lesão pode ser um obstáculo à sua trajetória.

Ainda assim, as vozes de apoio à sua carreira não param. O respeitado treinador Rick Macci, que moldou as carreiras de ícones como Serena e Venus Williams, acredita que Pegula está a caminho de conquistar um Grand Slam. “Pode Pegula ganhar um Slam? 100%,” afirmou Macci. “Ela pode vencer qualquer um, a qualquer hora, em qualquer lugar.” Este louvor não é apenas uma declaração vazia; é um reconhecimento de sua habilidade e consistência, evidenciada por suas recentes performances.

Pegula, que ocupa atualmente o quinto lugar no ranking mundial, tem se mantido entre as 10 melhores desde 2022 e já atingiu uma classificação máxima de terceiro lugar. Embora um título de Grand Slam ainda lhe escape, ela tem batido à porta repetidamente, tendo chegado à final do US Open em 2024, onde foi vice-campeã diante de Aryna Sabalenka.

Macci também elogiou a sua capacidade de manter a calma sob pressão, o que, segundo ele, será fundamental para conquistar um título maior. “Ela é um modelo a seguir,” acrescentou, elogiando a ética de trabalho incansável e a busca constante pela melhoria, especialmente aos 32 anos.

O ex-jogador da ATP, Steve Johnson, também comentou sobre a vitória em Dubai, considerando-a um momento crucial para a confiança de Pegula. “Foi uma vitória importante para Jess, apenas para solidificar a crença de que pode vencer grandes eventos,” disse Johnson. Ele enfatizou que, mesmo na ausência de alguns nomes de destaque, conquistar títulos em níveis elevados é vital para construir uma trajetória rumo ao sucesso nos Grand Slams.

À medida que Jessica Pegula avança em sua carreira, a combinação de experiência e um físico que ainda está em primeiramente se torna uma verdadeira ameaça nos próximos torneios. A expectativa é palpável: será que este será o ano em que ela finalmente erguerá a taça de um Grand Slam? A comunidade do tênis está atenta e ansiosa por sua resposta.

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