Quarta-feira, Fevereiro 25, 2026

Infantino: Uma década de expansão, reformas e controvérsias na Fifa

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é um trabalhador migrante”, declarou Infantino, numa tentativa de defender o país anfitrião. Essa declaração provocou um turbilhão de reações, reforçando a imagem de Infantino como um líder polarizador. A polémica em torno das Copas do Mundo de 2018 e 2022 não só manchou a reputação da FIFA, como também levantou questões sérias sobre a ética e a transparência na organização.

Ao longo da sua presidência, Infantino não hesitou em fazer mudanças drásticas, promovendo uma expansão sem precedentes do torneio mais prestigiado do futebol mundial. A transformação da Copa do Mundo de 40 para 48 seleções foi uma das suas bandeiras, mas não sem críticas. Muitos temem que a qualidade do torneio possa ser comprometida em nome do lucro. “O futebol deve pertencer a todos”, afirmou Infantino, defendendo a inclusão, mas os detratores dizem que a sua visão é mais sobre lucro do que sobre o espírito desportivo.

A realidade financeira da FIFA, uma entidade que, sob a liderança de Infantino, passa a projetar receitas recordes de 13 mil milhões de dólares para o ciclo de três anos, levanta questões sobre a sustentabilidade a longo prazo. Embora as finanças pareçam robustas, a forma como esses números foram alcançados é igualmente discutível. O controverso Mundial de Clubes e os preços exorbitantes dos bilhetes para a Copa do Mundo têm gerado descontentamento entre os adeptos, que se sentem cada vez mais alienados de um desporto que deveria ser acessível.

Infantino também tem enfrentado oposição de sindicatos de jogadores e de várias federações europeias, que criticam as suas políticas e decisões. Apesar das tensões, ele permanece firme em seu cargo, uma posição que muitos consideram estar mais relacionada com a sua habilidade política do que com a sua popularidade entre os fãs de futebol. “Estou aqui para servir o futebol, não a mim mesmo”, disse Infantino, mas muitos questionam se a sua visão de serviço realmente ressoa entre os amantes do desporto.

A história dos últimos dez anos da FIFA sob a presidência de Gianni Infantino é um emaranhado de conquistas, controvérsias e um constante debate sobre o futuro do futebol. O que começou como uma tentativa de revitalizar a organização tornou-se uma viagem cheia de desafios éticos e financeiros. À medida que a FIFA continua a evoluir sob a liderança de Infantino, a grande questão que paira no ar é se o futebol realmente se tornará mais acessível a todos ou se será capturado por interesses financeiros desmedidos. A narrativa da FIFA, e de Infantino, está longe de ser concluída, e os próximos capítulos prometem ser ainda mais intrigantes.

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