À medida que o Liverpool se prepara para o importante confronto da Premier League contra o West Ham United, a controvérsia em torno da atuação de Mohamed Salah na recente vitória por 1-0 sobre o Nottingham Forest continua a gerar debates acalorados. A equipa de Arne Slot conseguiu garantir três pontos cruciais no City Ground, mas o desempenho em campo deixou muitos a questionar a eficácia do astro egípcio, levando a comentários contundentes do comentador da BBC, Pat Nevin.
Nevin, que não poupou críticas à exibição da estrela dos Reds, observou de forma irónica: “Houve um saco plástico no campo em determinado momento e a bola passou por cima dele várias vezes – parecia ter um impacto maior no jogo do que Mo Salah.” Esta declaração sublinha a frustração generalizada com a performance de Salah, que foi substituído na segunda metade do jogo por Rio Ngumoha, um jovem de apenas 17 anos, na busca por mais energia no ataque. A reação de Salah ao ser chamado para o banco, onde foi filmado a rir e a balançar a cabeça, alimentou ainda mais o debate sobre a sua forma e a sua importância na equipa.
Sam Allardyce também se manifestou sobre a situação, sugerindo que Salah deveria lidar com as suas preocupações de forma privada, em vez de exibi-las visivelmente durante os jogos. Contudo, uma análise mais profunda dos dados revela um panorama mais equilibrado: nos últimos sete jogos, Salah contabiliza ainda dois golos e quatro assistências, o que indica que o jogo contra o Forest pode ter sido mais uma exceção do que uma tendência.
É importante notar que o Liverpool enfrentou uma série de ausências no ataque durante o jogo no City Ground, com Florian Wirtz a sair lesionado durante o aquecimento, limitando as opções de Slot para alterar a dinâmica do encontro. A reação mais entusiástica após o jogo concentrou-se na entrada de Ngumoha, que trouxe imediatamente um toque de criatividade e velocidade, gerando comparações com Salah e Cody Gakpo. No entanto, tais comparações simplificam excessivamente uma situação que é mais complexa do que aparenta.
O desempenho positivo do jovem jogador não implica que os veteranos da equipe, como Salah, deixem de ser influentes. Uma rotação equilibrada entre juventude e experiência pode, na verdade, ser a chave para revitalizar o ataque do Liverpool nas partidas que se avizinham. No momento, a equipa ocupa a sexta posição na Premier League, com 45 pontos, e enfrenta um final de temporada decisivo na luta pela qualificação para a Liga dos Campeões. Assim, as contribuições de todos os jogadores, tanto jovens quanto experientes, são essenciais.
Embora as críticas a Salah sejam compreensíveis após uma exibição discreta, é evidente que, dada a sua produção recente e as limitações ofensivas da equipa, a análise pode ter sido mais severa do que o desempenho realmente merecia, especialmente com o embate contra o West Ham a aproximar-se. A expectativa é alta e a pressão está em cima, mas o Liverpool tem tudo para se reerguer e mostrar a sua verdadeira força em Anfield.
