Quarta-feira, Fevereiro 25, 2026

Árbitros ganham medalhas por expulsarem Mourinho, revela investigação

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No calor da batalha mediática que envolve o treinador do Benfica, José Mourinho, Eládio Paramés, uma figura próxima e leal, decidiu defender o técnico em um momento de intensa pressão. Durante o programa La Tribu, na Radio Marca, Paramés não hesitou em criticar a arbitragem, afirmando que expelir Mourinho parece ser uma espécie de “medalha” para os árbitros. Ele destacou a dureza das experiências que viveu ao lado do “special one” durante o seu tempo no Real Madrid, revelando que a pressão e as dificuldades eram imensas.

“Para os árbitros, parece que é algo especial, como uma medalha, expulsar o José”, disse Paramés, refletindo sobre o tratamento que Mourinho recebe. Este tipo de afirmação pode fazer com que muitos se questionem sobre a imparcialidade dos árbitros em relação ao treinador português, levantando dúvidas sobre uma possível perseguição.

Mas a defesa de Paramés não parou por aí. Ele também se propôs a desmistificar a imagem pública de Mourinho, que muitas vezes é vista como agressiva e polémica. “O José treinador e o José pessoa são coisas absolutamente diferentes”, explicou, destacando que fora das câmaras, Mourinho é “muito bom amigo, uma pessoa muito solidária”. Este contraste entre a figura pública e a privada é algo que muitos fãs e críticos talvez não compreendam.

Paramés enfatizou uma das maiores qualidades de Mourinho como líder, afirmando que ele “muitas vezes é quem leva os golpes, quem se coloca à frente das balas para proteger os seus jogadores”. Essa descrição humaniza a figura do técnico, mostrando que, por trás da sua fachada dura, existe um homem que se preocupa profundamente com a sua equipa.

No entanto, a conversa não se limitou apenas a Mourinho e à arbitragem. O incidente recente entre Prestianni e Vinícius Júnior também foi alvo de discussão. Após o brasileiro acusar o argentino de racismo, Paramés abordou o assunto com cautela: “Algo se passou”, comentou, mas ressaltou que não se pode condenar alguém sem conhecer a verdade dos factos. Esta situação delicada foi ainda mais complicada pela crítica que Mourinho fez a Vinícius, o que gerou uma onda de reações negativas. “O José não tem nada de racista”, defendeu Paramés, acrescentando que a intenção de Mourinho era alertar sobre o impacto que certas celebrações podem ter em ambientes hostis.

E o que dizer da resposta do Benfica a este turbilhão mediático? Para Paramés, a direcção do clube deveria ter atuado com maior rapidez: “O clube deveria ter tomado uma posição imediatamente”, afirmou. A sua conclusão foi contundente: “Não digo que o clube o deixou sozinho, mas deixou-o sozinho.”

Por fim, quando questionado sobre a possibilidade de um regresso de Mourinho ao Real Madrid, Paramés foi direto: “Não acredito na possibilidade de ele regressar ao Real Madrid.” Essa declaração lança mais uma dúvida sobre o futuro do treinador, que continua a ser uma figura central no futebol europeu e, sem dúvida, no coração dos seus adeptos.

Em tempos de incertezas e controvérsias, Eládio Paramés não só levantou questões sobre a arbitragem e a imagem pública de Mourinho, como também lembrou a todos que, por trás de cada figura polémica, existe uma história complexa e humana. O futuro de Mourinho permanece um enigma, mas uma coisa é certa: a sua influência no futebol é inegável e as batalhas que enfrenta só tornam a sua jornada ainda mais fascinante.

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