A inesperada eliminação do Inter de Milão na fase de play-offs da Liga dos Campeões deixará marcas profundas na equipa, especialmente após uma derrota em casa por 2-1 contra os noruegueses do Bodo/Glimt, resultando em um agregado de 5-2. Com a pressão em alta e os olhares fixos na performance da equipa, é crucial analisar os motivos que levaram os finalistas da última edição a falharem em superar os “pequeninos” noruegueses.
Inter já tinha uma tarefa complicada após a derrota por 3-1 na primeira mão em solo norueguês. O resultado exigia uma vitória por três golos para garantir a passagem aos oitavos de final, mas, por ironia do destino, a equipa de Cristian Chivu conseguiu apenas um magro 2-1 em casa. Os golos de Jens Petter Hauge e Hakon Evjen na segunda parte colocaram o Bodo/Glimt a vencer por 2-0, antes de Alessandro Bastoni marcar o que se revelou um mero golo de honra.
**Declarações de Cristian Chivu: A Faltarem Jogadores-Chave**
Um dos principais fatores para a eliminação do Inter foram as ausências significativas na equipa. O capitão e artilheiro Lautaro Martinez estava lesionado desde o primeiro jogo, Hakan Calhanoglu ficou de fora em ambas as partidas, e Denzel Dumfries só conseguiu entrar no final do segundo jogo. Stars como Nicolo Barella também foram criticados pelo seu desempenho abaixo do esperado, levando a “La Gazzetta dello Sport” a apelidar o jogador de “problema” devido à diminuição das suas contribuições ofensivas.
**Estratégia Ineficaz: O Bloqueio Baixo do Bodo/Glimt**
Apesar da pressão incessante do Inter, que contabilizou 23 remates e 10 cantos nos primeiros 60 minutos do segundo jogo, a equipa falhou em ultrapassar a sólida defesa do Bodo/Glimt. A falta de incisividade na finalização foi evidente, com apenas seis dos 33 remates a serem direcionados à baliza, enquanto o Bodo/Glimt, com um jogo muito mais pragmático, fez cinco remates, dos quais três foram à baliza. A incapacidade de quebrar o bloqueio baixo do adversário evidenciou uma fragilidade tática que não pode ser ignorada.
**A Velocidade do Jogo: Um Desafio Crítico para o Inter**
Por último, um tema recorrente entre os críticos tem sido a velocidade do jogo apresentado pela equipa italiana. Fabio Capello, em declarações à “La Gazzetta dello Sport”, destacou que as equipas italianas jogam a um ritmo lento, o que as torna vulneráveis a adversários que operam a um nível mais elevado de intensidade e transição rápida. O Bodo/Glimt, com a sua defesa compacta e transições velozes, conseguiu causar estragos no Inter, explorando as fraquezas da equipa que não estava acostumada a este tipo de desafio.
Em suma, a eliminação do Inter serve como um alerta para a necessidade de repensar a abordagem tática e a preparação física da equipa. Se não forem feitas mudanças significativas, os desafios continuarão a surgir, não apenas na Liga dos Campeões, mas dentro da própria Serie A, onde a competição está a tornar-se cada vez mais feroz. A temporada ainda está no início, mas a pressão está a aumentar e o tempo para corrigir os erros é limitado.
