Quarta-feira, Fevereiro 25, 2026

Stefanos Tsitsipas critica Goran Ivanisevic após comentário sobre ansiedade

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Stefanos Tsitsipas, um dos tenistas mais talentosos da atualidade, não se inibiu de lançar críticas ao seu ex-treinador Goran Ivanisevic, revelando que a sua passagem pela equipa foi marcada por um clima de “ansiedade”. Esta declaração vem à tona após uma série de performances dececionantes, culminando na sua precoce eliminação do Dubai Championships, onde Tsitsipas não conseguiu defender o título conquistado no ano anterior. Com a sua classificação a sofrer uma queda drástica, a pressão sobre o grego aumenta.

Durante uma conversa reveladora com o jornal The National em Dubai, Tsitsipas descreveu o seu breve e intenso período ao lado de Ivanisevic, que durou apenas durante a temporada de relva do ano passado, terminando em julho. As críticas de Ivanisevic foram contundentes, especialmente após a sua saída em Wimbledon, onde Tsitsipas se retirou na primeira ronda. O ex-número 2 do mundo não teve papas na língua ao afirmar que estava “chocado” com a falta de preparação do grego, comparando a sua própria condição com a de Tsitsipas.

Ele disse: “Ele quer, mas não faz nada. Tudo, ‘quero, quero’, mas não vejo progresso.” Ivanisevic, que agora treina o jovem francês Arthur Fils, é conhecido por ter ajudado figuras como Novak Djokovic e Marin Cilic a alcançarem o topo do ténis mundial. O seu impacto na carreira de Tsitsipas, no entanto, deixou a desejar, e a falta de sintonia entre ambos parece ter sido um fator determinante na sua separação.

A nova abordagem de Tsitsipas, que agora conta com o apoio do pai Apostolos e de Dimitris Chatzinikolaou, capitão da seleção grega da Davis Cup, parece dar-lhe um novo sentido de pertença e calma. “Sinto-me em casa com a minha equipa. Sinto que eles pertencem exatamente onde estão. E sinto que não há ansiedade à volta da minha equipa”, afirmou o atleta de 27 anos. Essa mudança de ambiente foi crucial, segundo ele, para a sua performance e bem-estar.

Refletindo sobre sua experiência com Ivanisevic, Tsitsipas destacou que nem sempre os grandes jogadores se tornam bons treinadores. “Aprendi que isso não significa que, se você é um bom jogador de ténis, pode ser um bom treinador. Às vezes, as pessoas que são certas para você não foram necessariamente os melhores jogadores do mundo.” Esta observação incisiva sugere que o tenista está a redefinir o que procura num treinador, priorizando a compatibilidade e a clareza em vez do prestígio.

A declaração de Tsitsipas não apenas revela uma faceta mais vulnerável do atleta, mas também um descontentamento com figuras que se posicionam como detentoras de conhecimento absoluto: “Pessoas que fingem saber tudo e têm essa espécie de persona de ‘estou no comando e sei como as coisas funcionam’, eu não gosto muito disso.”

À medida que Tsitsipas luta para se reconectar com o seu melhor jogo e evitar uma queda acentuada no ranking, a sua jornada será um testemunho não apenas da sua capacidade como atleta, mas também da importância do ambiente e das relações nos altos níveis do desporto de alta competição. O futuro é incerto, mas o grego está determinado a reconstruir a sua trajetória com uma nova mentalidade, longe da ansiedade que o acompanhou no passado recente.

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