Quinta-feira, Fevereiro 26, 2026

WTA ATX Open cria ‘sala de raiva’ após incidente com Coco Gauff em Australian Open

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A revolução no mundo do ténis começou! O ATX Open, um torneio da WTA 250, lançou uma iniciativa inovadora que promete mudar a forma como os jogadores lidam com a pressão e as emoções do desporto. Após um incidente polarizador envolvendo a jovem estrela Coco Gauff no Australian Open, onde ela foi flagrada a destruir a sua raquete após uma derrota, a organização decidiu criar um espaço exclusivo para que os atletas possam expressar a sua frustração de maneira segura e privada: um verdadeiro “rage room”.

Após a difícil derrota nas quartas de final contra Elina Svitolina, Gauff deixou o Rod Laver Arena visivelmente desanimada. Ao procurar um espaço tranquilo para libertar a tensão, a sua explosão emocional foi capturada por câmaras nos bastidores e rapidamente se tornou viral nas redes sociais. Em resposta a esta situação, a tenista americana comentou em conferência de imprensa: “Eu apenas tirei um minuto para fazer isso. Não acho que seja uma coisa má. Não o faço em campo, na frente das crianças e coisas assim, mas sei que preciso de deixar sair essa emoção.”

Este episódio levantou sérias questões sobre a privacidade dos jogadores após os jogos, com Gauff a acrescentar: “Talvez algumas conversas possam ser tidas porque sinto que, neste torneio, o único lugar privado que temos é o balneário.” As suas preocupações ecoaram entre outros atletas, que também clamam por mais privacidade no circuito. Nomes como Novak Djokovic, Iga Swiatek, Belinda Bencic e Alex Eala manifestaram apoio a Gauff, sendo que Swiatek fez uma declaração notável: “A questão é, somos jogadores de ténis ou somos animais em um zoológico, observados até quando fazemos necessidades? Isso foi uma exageração, obviamente, mas seria bom ter um pouco de privacidade.”

A resposta dos organizadores do ATX Open foi rápida e eficaz. Em um anúncio nas suas plataformas sociais, revelaram o lançamento do “rage room” – um espaço onde os jogadores podem expressar a sua frustração ou emoção sem câmaras à espreita. “Estamos entusiasmados em apresentar o ATX Open rage room – o primeiro do seu tipo – onde os jogadores podem, em um ambiente seguro e livre de câmaras, libertar a sua frustração”, afirmaram.

Enquanto os atletas que competem no evento em Austin ainda não comentaram sobre a novidade, já existem iniciativas semelhantes, como o “smash room” do Dubai Tennis Championships, que também permite aos fãs desabafar a sua frustração. O tenista chinês Shang Juncheng, que experimentou esta forma de descompressão, partilhou: “Eu destruí alguns itens, incluindo DVDs e grandes recipientes. É barulhento e intenso, mas de uma boa maneira. Você tira tudo de dentro de você em vez de levar essa frustração para o campo.”

Entretanto, as súplicas dos jogadores por mais privacidade em Grand Slams parecem não ter sido ouvidas, com Wimbledon a manter as câmaras nos bastidores. No entanto, a possibilidade de introduzir “rage rooms” no futuro não pode ser descartada. O que se segue para os torneios de ténis? Uma nova era de liberdade emocional está a despontar, e os jogadores têm finalmente um espaço para serem genuínos.

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