Na passada domingo, durante as celebrações efusivas da conquista da Supertaça de Espanha, uma situação inusitada captou a atenção dos fãs e das redes sociais. O jovem prodígio Lamine Yamal, que se destacou com a sua performance no jogo, decidiu fazer uma transmissão ao vivo que rapidamente se transformou numa cena inesperada. Enquanto partilhava os momentos de alegria com os seus seguidores, Yamal “apanhou” o guarda-redes polaco Wojciech Szczesny a fumar, numa área próxima aos balneários. A reação do extremo foi imediata: desviou rapidamente a câmara do telemóvel e repetiu: “Aquilo não se pode gravar”, numa tentativa de proteger a imagem do experiente jogador.
Szczesny, conhecido por ser um dos guardiões mais competentes da sua geração, não é estranho à polémica. O guarda-redes já se abriu em várias ocasiões sobre a sua luta contra o vício do tabaco, utilizando a sua própria experiência como um alerta para os jovens. A sua mensagem é clara e sincera: “Há coisas na minha carreira que é melhor não imitar. Nalguns aspetos, falho em ser um bom exemplo, mas tento ser a melhor versão de mim mesmo e dar o exemplo correto aos meus companheiros e às crianças que nos veem. Mas no que toca ao tema de fumar, por favor, não me sigam e não o façam. Perdi essa batalha. Quando era muito jovem, criei um hábito que é muito negativo para mim, sei disso. Simplesmente não consigo ganhar-lhe. Para qualquer pessoa que esteja a ver: não façam o que eu fiz.” Estas declarações, feitas em abril do ano passado, ecoam a sua luta pessoal e a responsabilidade que sente em relação aos seus admiradores.
A reação de Yamal ao captar Szczesny nesta situação evidencia não apenas o respeito que tem pelo colega de equipa, mas também uma consciência social que muitos jovens atletas possuem. A capacidade de um jogador tão jovem reconhecer a importância de não glorificar comportamentos prejudiciais é um sinal positivo para o futuro do desporto. Enquanto a Supertaça era celebrada, este episódio serve como um lembrete de que, mesmo nas festas, há mensagens importantes a transmitir.
Com a atenção dos fãs voltada para este momento, é indiscutível que o futebol é mais do que um simples jogo; é uma plataforma onde comportamentos e atitudes são constantemente observados e discutidos. O que Yamal fez ao afastar a câmara mostra uma maturidade admirável, consciente das implicações que a imagem pública de Szczesny poderia ter, especialmente entre os jovens que o idolatravam.
A cena não só captou a essência da celebração da Supertaça, mas também lançou luz sobre a luta pessoal de um dos seus jogadores, fazendo deste um momento que ficará gravado na memória dos fãs e na história do desporto. Enquanto a festa prossegue, a mensagem de Szczesny ressoa mais forte do que nunca: a luta contra os vícios é uma batalha que merece ser partilhada e discutida, especialmente num mundo onde os jovens estão sempre à procura de modelos a seguir.
