A atenção em torno do DP World Tour não é positiva, e tudo por causa de uma acusação explosiva feita por Jon Rahm. O famoso golfista não poupou palavras ao afirmar que o circuito está a extorquir jogadores, ao mesmo tempo que lida com a controvérsia gerada pelos torneios LIV Golf.
Recentemente, o DP World Tour fez um movimento controverso ao anunciar que oito jogadores do LIV Golf concordaram em participar de eventos adicionais, além dos quatro exigidos, como forma de eliminar as multas que enfrentavam por terem competido na liga de Dubai sem a devida autorização. Esta decisão levantou muitas questões sobre a ética e a legalidade deste arranjo.
Rahm, que é parte do Legion XIII no LIV Golf, acumula multas que chegam a impressionantes 3 milhões de dólares, uma quantia que ele se recusa a pagar. Esta situação não só coloca em risco a sua elegibilidade para a próxima Ryder Cup, como também levanta bandeiras vermelhas sobre o tratamento que os jogadores estão a receber. Durante um evento em Hong Kong, Rahm expressou a sua indignação de forma clara e contundente, conforme relatado pelo jornalista Bob Harig da Sports Illustrated.
“Não sei qual é o jogo que eles estão a tentar jogar neste momento, mas parece que de certa forma nos estão a usar — estão a utilizar o nosso impacto nos torneios e a multar-nos, tentando beneficiar-se de ambas as formas do que temos para oferecer, e é simplesmente uma maneira de extorquir jogadores como eu e jovens que nada têm a ver com a política do jogo,” desabafou o ex-número um do mundo.
É importante notar que, ao contrário dos oito jogadores que aceitaram o acordo, como Laurie Canter, Thomas Detry, Tyrrell Hatton, Tom McKibbin, Adrian Meronk, Victor Perez, David Puig e Elvis Smylie, Rahm não recebeu uma liberação condicional do DP World Tour no mês passado para competir no LIV Golf nesta temporada. Com 31 anos e dois títulos de major em seu currículo, Rahm recorreu da sua situação em setembro, mas a questão ainda não foi resolvida.
“Não gosto do que estão a fazer atualmente com o contrato que estão a exigir que assinem. Não gosto das condições. Estão a pedir-me para jogar um mínimo de seis eventos, e ditam onde dois desses têm que ser, entre outras coisas com as quais não concordo,” acrescentou Rahm, deixando claro que a sua insatisfação vai muito além das multas.
Enquanto isso, o DP World Tour segue em frente com o Joburg Open na África do Sul esta semana, mas a pressão sobre a organização e a controvérsia em torno do tratamento dos jogadores só tende a aumentar. A situação de Rahm é um exemplo claro das tensões que existem atualmente no mundo do golfe, onde as alianças e as rivalidades estão a moldar o futuro do esporte.
