Segunda-feira, Fevereiro 23, 2026

Jovem jogador de 17 anos perde a vida em protestos no irão

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No coração do Irão, uma tragédia abala não apenas uma família, mas todo um país em tumulto. O jovem futebolista Rebin Moradi, de apenas 17 anos, foi brutalmente baleado durante os protestos que invadiram as ruas do Irão no dia 8 de janeiro. A sua morte é um triste reflexo da repressão violenta que os manifestantes enfrentam em busca de mudança.

A dor da família de Rebin é amplificada pelo silêncio das autoridades. Apenas quatro dias após o trágico evento, os familiares receberam a confirmação da morte do jovem, mas sem qualquer informação sobre o paradeiro do seu corpo. As autoridades não só se recusam a entregar o corpo, como também proíbem a família de vê-lo. “Mais uma tragédia. Rebin Moradi, um jogador de dezassete anos da equipa de juniores do Saipa, foi morto a 8 de janeiro durante os protestos. O seu pai é um veterano da guerra Irão-Iraque”, destaca o perfil Persian Soccer no X, revelando a dor de uma família que viveu a guerra e agora enfrenta a perda incomensurável de um filho.

A tragédia de Rebin não é um caso isolado. No mesmo dia, a violência do regime iraniano ceifou outras vidas, incluindo a de Mojtaba Tarshiz, ex-jogador do Traktor, e sua mulher, deixando para trás duas filhas menores. Além deles, Ahmad Khosravani, um jovem jogador de basquetebol, e Mehdi Lavasani, um treinador de futebol, também foram assassinados pelas forças governamentais em Teerão. Estes acontecimentos sombrios, conforme relatado pela Organização Hengaw para os Direitos Humanos, revelam a brutalidade do regime que reprime qualquer voz de dissentimento.

As manifestações que assolaram o Irão desde 28 de dezembro começaram como um grito de desespero contra a grave crise económica, marcada pelo colapso da moeda e pela inflação desenfreada. Contudo, rapidamente se transformaram em um movimento antigovernamental, levando à resposta brutal das autoridades. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou ainda mais tensão ao encorajar os iranianos a persistirem nas suas lutas e ameaçar o regime com possíveis sanções.

A situação no Irão é tão crítica que o Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma reunião urgente para discutir a crise. Esta reunião, solicitada pelos Estados Unidos, reflete a preocupação internacional com o que está a acontecer nas ruas iranianas.

A história de Rebin Moradi, uma vida interrompida na flor da juventude, é um poderoso lembrete da luta incessante por justiça e liberdade no Irão. À medida que os protestos continuam a ferver, a comunidade internacional observa com apreensão, esperando que a voz do povo iraniano finalmente seja ouvida.

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