Iga Swiatek em risco de sair do top cinco do ranking da WTA, alerta treinador

Partilhar

Iga Swiatek, a estrela em ascensão do ténis feminino, enfrenta um período desafiador que poderá comprometer a sua posição entre as melhores do mundo. A análise contundente do treinador Dmitry Tursunov, conhecido por ter trabalhado com alguns dos maiores nomes do circuito, levanta sérias questões sobre o futuro da polaca nas classificações da WTA. “É improvável que consiga sair desta fase negativa”, alertou Tursunov, referindo-se à luta de Swiatek para manter a sua relevância no topo do desporto.

Após um período de domínio absoluto entre 2022 e 2024, onde conquistou títulos prestigiosos e conquistou corações, Swiatek viu-se a enfrentar uma crise de consistência nos últimos dois anos. O seu desempenho decepcionante entre julho de 2024 e maio de 2025, onde não conseguiu chegar a uma final, custou-lhe a liderança do ranking mundial, agora ocupada por Aryna Sabalenka. Embora tenha demonstrado sinais de recuperação ao terminar em segundo lugar no Bad Homburg Open e ao conquistar o seu primeiro título em Wimbledon, além de triunfos no Cincinnati Open e Korea Open, a continuidade dessa forma brilhante foi efémera.

No entanto, 2026 trouxe novos desafios. Apesar de fazer parte da equipa polaca que venceu a United Cup, Swiatek não conseguiu brilhar em competições individuais, sofrendo derrotas significativas nas semifinais contra Coco Gauff e na final frente a Belinda Bencic. Desde então, a sua situação piorou, com três eliminações consecutivas nos quartos de final: perdeu para Elena Rybakina no Australian Open, Maria Sakkari no Qatar Open e, mais recentemente, Elina Svitolina no Indian Wells Open. A derrota para Svitolina foi particularmente dolorosa, levando Swiatek a cair para a terceira posição no ranking da WTA, enquanto Rybakina, pela primeira vez, alcançou o segundo lugar.

Tursunov, que já orientou jogadoras como Aryna Sabalenka e Emma Raducanu, não vê uma solução imediata para Swiatek. Em uma mensagem direta no Telegram, ele questionou: “Quantos mais sinais de alerta precisa Iga, que atualmente ocupa a 10ª posição na corrida da WTA para Riyadh? Nunca a vi sob tanta pressão em toda a sua carreira, especialmente durante as competições em terra batida.” A pressão é palpável, e com a ascensão de Sabalenka e Rybakina como as novas líderes do ténis feminino, Swiatek pode rapidamente ver-se relegada para a quarta posição se não conseguir avançar nas etapas finais do Miami Open, especialmente se Coco Gauff continuar a brilhar.

Embora tenha vencido o torneio WTA 1000 na Flórida durante a sua época dominante de 2022, o ano passado trouxe uma desilusão ao ser eliminada nos quartos de final por Alex Eala, uma jovem estrela em ascensão. Contudo, existe uma luz ao fundo do túnel para Swiatek, pois a sua falta de títulos em terra batida na última temporada significa que não terá tantos pontos a defender, o que poderá oferecer uma oportunidade de recuperação nas próximas competições.

A situação de Iga Swiatek é um lembrete de que, no mundo do desporto, a glória é frequentemente efémera e a pressão para manter o sucesso pode ser esmagadora. A atmosfera competitiva do ténis feminino nunca foi tão intensa, e a luta da polaca para voltar ao topo é uma narrativa que todos os aficionados do desporto devem acompanhar de perto.

Mais Notícias

Outras Notícias