Benfica: Mourinho pode ver castigo revisto no tribunal arbitral desportivo

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O Benfica encontra-se numa encruzilhada tensa e decisiva, enquanto avalia a possibilidade de recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) em relação ao castigo de José Mourinho. O treinador da equipa encarnada foi penalizado pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) devido a uma expulsão controversa e um incidente com Lucho González, durante o acirrado clássico contra o FC Porto. Após a recente deliberação do CD, que considerou o recurso hierárquico apresentado pelo clube como “totalmente improcedente”, as esperanças de ver a sanção revertida ainda não estão totalmente perdidas. O Benfica pondera agora a apresentação de uma providência cautelar no TAD.

Mourinho viu-se confrontado com uma suspensão de um jogo e uma multa de 1.530 euros, atribuída pelo cartão vermelho que recebeu aos 91 minutos do encontro. O árbitro João Pinheiro, responsável pela arbitragem do jogo, sublinhou no seu relatório que o treinador se aventurou fora da área técnica, agindo de forma provocatória ao chutar a bola em direção ao banco adversário. O delegado do jogo corroborou esta versão, afirmando que Mourinho pontapeou a bola em direção à bancada, uma ação que não passou despercebida.

A decisão do CD não se limitou a esta infração, uma vez que Mourinho foi ainda suspenso por 11 dias por alegações de lesão da honra e da reputação, bem como por denúncia caluniosa, relacionada com o confronto com Lucho González, adjunto da equipa adversária. Segundo o relatório, Mourinho dirigiu-se ao adjunto com gestos desdenhosos, repetindo a frase “és pequenino”, ao que González respondeu com a acusação de traição.

Frente a esta situação, o Benfica considera que o castigo imposto a Mourinho é “manifestamente injusto, desproporcionado e persecutório”, afirmando que a decisão do CD não reflete com precisão os acontecimentos que se desenrolaram no final da partida. O clube apresentou um recurso ao CD, mas o pedido de efeito suspensivo foi rapidamente indeferido, obrigando Mourinho a assistir ao jogo contra o Arouca do autocarro do clube, um sinal claro da tensão que permeia a relação entre o treinador e a atual administração do futebol português.

Com a primeira parte do castigo já cumprida, Mourinho enfrenta agora a possibilidade de falhar o próximo confronto contra o Vitória de Guimarães, marcado para sábado às 18 horas, no Estádio da Luz. Se o recurso ao TAD não for apresentado, ou se não for acolhido, o treinador só poderá regressar ao banco de suplentes na deslocação ao Casa Pia, na 28.ª jornada, após a pausa para os compromissos das seleções.

O desfecho deste caso poderá ter implicações significativas para o Benfica e para a própria figura de Mourinho, que continua a ser uma das personalidades mais controversas e carismáticas do futebol português. A pressão está em alta, e os próximos passos do clube serão decisivos para moldar o futuro imediato da equipa e do seu treinador.

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