A seleção italiana de futebol, sob a liderança de Gigi Buffon, enfrenta um momento crucial na sua trajetória rumo ao Mundial de 2026. Em declarações contundentes, Buffon reconhece que a Azzurri está a sentir a desconfiança do povo, mas afirma com confiança que os jogadores estão preparados para lidar com a pressão. A preparação para o decisivo play-off contra a Irlanda do Norte começa hoje em Coverciano, com o jogo marcado para 26 de março em Bergamo. Se a Itália avançar, poderá enfrentar o País de Gales ou a Bósnia e Herzegovina na final.
“Agora é o momento do veredicto. Estes 120 dias foram uma provação, mas também ajudaram a criar um espírito profundo e uma compreensão que serão necessários,” declarou Buffon durante uma entrevista à Domenica Sportiva. A verdade é que a Itália não conseguiu qualificar-se nas últimas duas edições do Mundial e não disputa um jogo a eliminar desde a vitória em 2006, quando conquistou o troféu.
“Sentimos o ceticismo das pessoas, mas estou convencido de que mesmo os críticos mais severos apoiarão a Itália quando o apito soar,” afirmou o ex-guarda-redes, agora chefe da delegação. Ele ressalta a necessidade de enviar uma mensagem forte, capaz de mudar a mentalidade dos adeptos. “Os jogadores são homens muito sólidos, habituados a lidar com todos os tipos de pressão. A magia que a seleção italiana pode criar vai além das dificuldades atuais.”
Buffon também enfatizou a importância de respeitar o adversário, a Irlanda do Norte, mas mostrou-se confiante de que a dedicação total da sua equipa será suficiente para garantir a passagem à final. “Os jogadores devem estar cientes das suas qualidades,” concluiu.
Enquanto isso, a equipa médica da Itália avalia a condição de Alessandro Bastoni, Gianluca Mancini e Gianluca Scamacca. Contudo, uma má notícia já chegou com a saída de Federico Chiesa, que foi considerado indisponível para os próximos dois jogos. O extremo do Liverpool não representa a Itália desde os oitavos de final do Euro 2024 contra a Suíça, há quase dois anos.
Com um misto de pressão e esperança, a Itália prepara-se para desafiar as expectativas e fazer valer o seu histórico no futebol. A próxima batalha pode ser a chave para recuperar a confiança dos adeptos e restaurar a glória da seleção azzurra.
