A derrota da seleção masculina dos Estados Unidos, a USMNT, frente à Bélgica, expôs as fragilidades do plano de Mauricio Pochettino e deixou os adeptos em estado de apreensão. Durante os primeiros 45 minutos em Atlanta, a equipa parecia estar a contornar uma desvantagem estratégica, mas o que aconteceu na segunda parte foi um verdadeiro desastre. A equipa belga, sob a batuta de Rudi Garcia, soube ajustar-se ao jogo e aproveitou a falta de profundidade defensiva dos Yanks, transformando o Mercedes Benz Stadium numa verdadeira fogueira de ineficácia.
Nos últimos meses, a USMNT tinha mostrado um desempenho encorajador, terminando 2025 com uma impressionante série de cinco jogos sem derrotas contra adversários de peso. A estrutura defensiva, com uma linha de três jogadores, foi fundamental para esse sucesso. No entanto, as coisas mudaram drasticamente contra a Bélgica, e a pergunta que se coloca é: o que correu mal e qual a gravidade da situação?
A análise aponta para a falta de recursos defensivos. A ausência de jogadores-chave como Chris Richards, Tim Ream e Tyler Adams deixou a equipa vulnerável. O princípio de Occam’s Razor sugere que a explicação mais simples é muitas vezes a correta, e neste caso, a falta de jogadores disponíveis foi o que realmente comprometeu a performance da equipa. Timothy Weah, embora não seja um mau lateral, não conseguiu fazer frente a um jogador como Jeremy Doku, que o descompôs em várias ocasiões. Para agravar a situação, Tim Ream, aos 38 anos, sentiu-se mais exposto do que nunca, especialmente sem a presença de Richards.
E o que dizer de Christian Pulisic? O craque da AC Milan teve um desempenho que deixou muito a desejar. Durante um breve período, ele conseguiu mostrar o seu potencial, mas rapidamente voltou a desaparecer do jogo. A pressão sobre Pulisic aumentou à medida que novos talentos como Malik Tillman e Weston McKennie surgiram, mas ele não conseguiu traduzir isso em golos ou assistências nos últimos jogos da seleção. Com apenas um assist na última meia dúzia de partidas, e sem marcar na Serie A desde dezembro, os sinais de alarme estão acesos.
Agora, a grande pergunta que paira no ar é: qual será o plano C de Pochettino? Embora não haja certezas, as perspectivas não são animadoras. O treinador terá de reconsiderar a formação da equipa, já que uma linha defensiva sólida é crucial, especialmente com a próxima partida contra Portugal. A situação é ainda mais preocupante quando se considera que o adversário contará com estrelas como Bruno Fernandes e João Félix. A USMNT terá de se preparar para o pior, especialmente sabendo que, neste duelo, até mesmo uma exibição sólida pode não ser suficiente.
As próximas semanas serão cruciais para Pochettino e a sua equipa. Com um calendário repleto de desafios, a necessidade de ajustes táticos e uma abordagem mais robusta são fundamentais para evitar que a equipa se torne um alvo fácil nas competições futuras. A pressão está em cima e os adeptos esperam ver uma reviravolta antes que seja demasiado tarde.
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