À medida que a Itália se prepara para o decisivo play-off da Copa do Mundo contra a Bósnia, a tensão é palpável e, como reconhece o guarda-redes Gianluigi Donnarumma, é uma pressão que deve ser canalizada da forma certa. “Não vale a pena negar que sentimos a tensão”, afirmou Donnarumma em entrevista à Sky Sport Italia. O jovem goleiro, que se tornou uma figura central na seleção italiana, sabe que o que está em jogo é mais do que um simples jogo; trata-se de um legado, de um renascimento do futebol italiano no cenário global.
A partida, agendada para o Stadion Bilino Polje em Zenica, terá início às 19h45, horário do Reino Unido, e promete ser um verdadeiro teste à resiliência e à preparação da Azzurri. A equipe chega a este ponto após uma vitória convincente de 2-0 sobre a Irlanda do Norte, onde Sandro Tonali e Moise Kean foram os heróis da noite. Por outro lado, a Bósnia também avançou com emoção, superando o País de Gales em uma batalha intensa que acabou em um empate 1-1, seguido de uma emocionante disputa de pênaltis.
Donnarumma, que é um dos jogadores mais experientes do plantel, destaca a importância de aprender com os erros do passado. “Não podemos repetir os erros que cometemos contra a Irlanda do Norte”, adverte. O goleiro, que já vivenciou o amargo sabor da eliminação em dois Mundiais anteriores, em 2018 e 2022, sabe que a pressão é intensa, mas acredita que é uma pressão positiva. “Estamos prontos, precisamos aplicar o que treinamos e focar no que sabemos fazer de melhor. O resto virá como consequência”, afirma, transparecendo confiança e determinação.
A ansiedade é natural, especialmente para um grupo de jovens talentos que ainda carrega as cicatrizes das derrotas passadas. “Cada experiência conta. Somos uma equipe jovem e é normal sentir um pouco de ansiedade, mas isso faz parte do desporto”, enfatiza Donnarumma. Ele sabe que a chave para o sucesso reside na abordagem correta da partida, evitando os tropeços do passado. “Amanhã é um jogo muito importante e precisamos abordá-lo da maneira certa”, acrescenta.
O guarda-redes, que se tornou capitão da seleção, expressa um orgulho genuíno pelo que já alcançou com a Azzurri. “Sinto-me verdadeiramente orgulhoso de tudo o que fiz até agora com a seleção. Houve alegria e dor, e queremos levar a Itália de volta ao lugar que merece”, confessa. Donnarumma está determinado a transformar a dor da eliminação em combustível para uma performance memorável que traga alegria não apenas aos torcedores italianos, mas também à própria equipe. “Só nós sabemos quanto sofremos por não ter chegado à Copa do Mundo. Precisamos aprender com essa experiência feia e colocá-la em prática no campo amanhã. Merecemos isso por tudo o que temos feito”, conclui, com a esperança renovada de um futuro brilhante para o futebol italiano.
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