A tensão está no auge em Madrid! Enquanto o mundo do futebol se prepara para os quartos de final da Liga dos Campeões, o confronto entre Atlético de Madrid e Barcelona promete ser um dos duelos mais eletrizantes desta fase. Muito mais do que um simples jogo, este embate carrega uma história recente de rivalidade intensa, emoção e reviravoltas de cortar a respiração. Mas no meio de toda esta luta, surge uma questão que não pode ser ignorada: será que o reinado de Diego Simeone no Atlético já começa a mostrar sinais de desgaste?
Desde o início de 2024, Atleti e Barça cruzaram-se nada menos que nove vezes, oferecendo ao público uma série de partidas memoráveis e cheias de drama. No ano passado, os “Colchoneros” conseguiram uma vitória fora de casa que não acontecia há quase duas décadas, viraram um jogo depois de estar a perder por 2-0 e protagonizaram um eletrizante empate 4-4 nas meias-finais da Taça. Este ano, a vingança foi servida com um estrondoso 4-0 no primeiro jogo da Taça do Rei, resultado que garantiu a presença na final, apesar da derrota por 3-0 no Camp Nou renovado. E para apimentar ainda mais, o último duelo entre os dois gigantes terminou com um golo do Barça já aos 88 minutos, deixando o Atlético a roer as unhas.
O mestre por trás desta montanha-russa é Diego Simeone, o “Cholo”, que não hesitou em surpreender ao deixar Ademola Lookman e Julián Álvarez no banco e lançar Nico González, habitual extremo esquerdo, a jogar a defesa-esquerdo. Uma aposta que não correu bem: Nico foi expulso na primeira parte num duelo com Lamine Yamal, obrigando Simeone a adotar uma estratégia ultra-defensiva com 10 homens atrás da linha da bola. Para complicar, jogadores chave como Marcos Llorente e a jovem promessa Johnny Cardoso estavam suspensos e não puderam ajudar. Do lado blaugrana, as lesões também castigam: Raphinha e Marc Bernal foram baixas confirmadas, enquanto Alejandro Balde e Frenkie de Jong lutam para estar disponíveis.
Esta será a nona eliminatória 100% espanhola na história da Liga dos Campeões e a terceira vez que Atlético e Barcelona se enfrentam nos quartos em 12 anos. Ao longo deste período, a equipa do “Rojiblancos” mudou muito, mas ainda mantém três jogadores da era passada: Antoine Griezmann, Jan Oblak e Koke. Curiosamente, Griezmann já foi confirmado como reforço de luxo do Orlando City para o próximo verão, Oblak tem lidado com problemas musculares e Koke é o único que esteve em ambas as eliminatórias de 2014 e 2016. Mas o verdadeiro pilar da equipa continua a ser Simeone, que comanda o Atlético desde dezembro de 2011.
A transformação operada por Simeone no clube é digna de um filme. Passou de um Atlético atolado em problemas financeiros, conforme relatado pelo The Guardian em 2010, para uma potência financeira e desportiva. Hoje, o clube é regular na Champions, com a 12ª maior receita do futebol mundial e a 13ª maior massa salarial, segundo dados da Deloitte e Transfermarkt. Investiu 240 milhões de euros no Estádio Metropolitano e mais de 350 milhões no centro de treinos, permitindo contratações milionárias como João Félix e Julián Álvarez. Simeone é também o treinador mais bem pago do futebol mundial, com contrato garantido até 2027 e possivelmente até 2028, segundo o diário espanhol Diario AS.
No entanto, nem tudo são rosas nesta longa jornada. Desde o título de La Liga em 2021, o Atlético tem tido dificuldades em manter a competitividade. Embora nunca tenha visto ameaçada a sua presença na Champions, falhou consecutivamente a final da Taça do Rei, perdendo até para o Athletic Club em 2024. Na Liga dos Campeões, chegou a ficar em último lugar no seu grupo em 2022-23 e foi eliminado nos quartos de final na época seguinte pelo Dortmund. Na La Liga, esteve perto da luta pelo título na temporada passada, mas três jogos sem vencer afastaram-no da corrida. Atualmente, ocupa a quarta posição, 12 pontos à frente do quinto colocado, e tem pela frente a final da Taça do Rei contra a Real Sociedad.
O futuro de Simeone no Atlético tem sido alvo de rumores quase constantes. Especulações sobre uma saída para o Inter de Milão ressurgem regularmente, alimentadas pelo passado do treinador em Itália e pela vontade expressa pelo seu filho Giovanni. Contudo, o presidente do Inter, Beppe Marotta, já desmentiu estas notícias, e a relação entre Simeone e o Atlético parece sólida, pelo menos até 2027.
O que está em jogo agora é mais do que um simples título. É a prova definitiva de que Diego Simeone ainda é o homem certo para liderar este Atlético rumo à glória. Se conseguir conquistar a Taça do Rei e avançar na Champions, pode dissipar as dúvidas e reafirmar o seu legado como o treinador que revolucionou o clube madrileno. A história está a ser escrita em tempo real, e os olhos do mundo do futebol estão todos voltados para Madrid. Quem vencerá esta batalha épica? A resposta promete ser emocionante.
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