Após a dolorosa derrota do Benfica frente à Juventus, por 2-0, na sétima jornada da Liga dos Campeões, o treinador da equipa, José Mourinho, não poupou palavras nas suas declarações. O técnico, que tem um histórico recheado de triunfos, analisou o desempenho da sua equipa, abordou o futuro de Rafa Silva e não hesitou em destacar a força do adversário italiano.
“Desde o momento em que me disseram que Rafa não é jogador do Benfica, tenho de continuar a afirmar que ele é jogador do Besiktas e não irei comentar mais sobre isso,” afirmou Mourinho, deixando claro que a situação do jogador está definida e que não há espaço para especulações. Contudo, a pergunta que fica no ar é se Rafa poderia ter sido a solução para os problemas ofensivos da equipa, especialmente após um jogo onde o Benfica, apesar de ter demonstrado qualidade, saiu sem marcar.
Mourinho, em sua análise ao encontro, destacou que “o Benfica fez um grande jogo”, mas o futebol, como ele bem sabe, é cruel e impiedoso. “É preciso marcar golos. Há equipas que conseguem fazê-lo sem terem necessidade de dominar o jogo, e isso já me aconteceu muitas vezes na minha carreira,” disse o treinador, refletindo sobre a dificuldade da sua equipa em transformar a posse de bola em oportunidades concretizadas.
Quando questionado sobre as dificuldades encontradas no último terço do campo, Mourinho foi categórico: “Nenhuma. Nos momentos em que foi preciso, o guarda-redes adversário esteve à altura e depois, claro, a defesa da Juventus fez o seu trabalho, bloqueando os nossos remates.” Ele reconheceu o mérito da equipa italiana, que, segundo ele, tem um estilo de jogo defensivo bem trabalhado, típico do futebol italiano.
“Fundamentalmente, somos nós que temos de ser diferentes nessa zona do campo. Precisamos de jogadores que possam trazer um novo perfil e que ajudem a equipa a crescer. O número de golos marcados pelos nossos jogadores ofensivos nas alas está aquém do desejado, e isso é uma preocupação,” sublinhou Mourinho. Ele fez uma crítica construtiva à falta de eficácia do seu ataque, que ainda não conseguiu atingir números satisfatórios.
Por fim, o treinador expressou um sentimento de orgulho pelo que os seus jogadores demonstraram em campo, mesmo que o resultado não tenha sido o esperado. “A equipa tem jogado com qualidade, desde a construção até à execução. Contudo, precisamos de mais golos. É um desafio que temos pela frente,” concluiu, reafirmando a necessidade de melhorar a capacidade de finalização, um aspecto que pode ser decisivo nas próximas partidas da Liga dos Campeões.
A derrota trouxe à tona questões sobre a eficácia e a necessidade de ajustes. O Benfica, sob a liderança de Mourinho, está numa encruzilhada onde o futuro imediato dependerá da capacidade da equipa em transformar desempenho em resultados.
