Na recente edição do Fórum Económico Mundial em Davos, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, não se inibiu de fazer uma piada sobre o comportamento dos adeptos de futebol britânicos, aproveitando a oportunidade para abordar questões cruciais relacionadas com a próxima Copa do Mundo que se realizará nos Estados Unidos, Canadá e México. Este evento, que promete ser uma verdadeira festa do futebol, está a gerar grandes expectativas, mas também controvérsias, especialmente em relação aos preços dos bilhetes.
Durante a sua intervenção, Infantino defendeu os preços elevados das entradas, que têm sido alvo de críticas acesas, especialmente por parte de fãs da Alemanha e da Inglaterra. “Os bilhetes não são baratos. Eu fui criticado, devo dizer, por causa dos preços dos bilhetes, que são tão caros”, afirmou, enquanto destacava a enorme procura, com mais de 500 milhões de pedidos registados durante a janela de aplicações que encerrou a 13 de janeiro. Infantino ressaltou que a segunda categoria mais barata de bilhetes para a final custará cerca de 4.185 dólares (aproximadamente 3.100 libras), enquanto apenas uma fração mínima estará disponível na categoria mais económica, de 40 dólares.
O presidente da FIFA não hesitou em contrastar a situação actual com a realização da Copa do Mundo de 2022 no Qatar, onde, segundo ele, “quando a bola começou a rolar e a magia começou, não tivemos praticamente incidentes. Pela primeira vez na história, nenhum britânico foi preso durante uma Copa do Mundo. Imaginem! Isso é algo realmente especial.” Infantino acredita que o próximo torneio será igualmente memorável, afirmando que “as pessoas querem ocasiões para se encontrarem, passarem tempo juntas e celebrarem”, e que a FIFA está empenhada em proporcionar isso.
No entanto, a questão dos preços dos bilhetes não é a única preocupação. Infantino também comentou sobre relatos de que os adeptos de certos países poderiam ser negados vistos para entrar nos Estados Unidos, referindo que essas informações eram “falsas”. Apesar de existirem notícias sobre dificuldades específicas para fãs do Haiti, Irão e Senegal, o líder da FIFA assegurou que “os Estados Unidos, assim como o Canadá e o México, darão as boas-vindas ao mundo no próximo verão”.
A FIFA, reconhecendo o apelo global do evento, está confiante de que “cada jogo será esgotado”. Em uma comparação impressionante, Infantino declarou que, em 100 anos de história da Copa do Mundo, a FIFA vendeu cerca de 50 milhões de bilhetes no total, enquanto para este torneio, em apenas quatro semanas, houve o pedido equivalente a 1.000 anos de Copas do Mundo de uma só vez, sublinhando a confiança que as pessoas depositam na organização e nos países anfitriões.
Com o torneio se aproximando, a expectativa só cresce, e as declarações de Infantino revelam um desejo ardente de celebrar o futebol de maneira grandiosa e inclusiva, apesar das dificuldades que possam surgir no caminho. O mundo do futebol está de olhos postos na próxima edição da Copa do Mundo, que promete ser uma verdadeira celebração da humanidade.
