A situação no Real Madrid é alarmante e exige uma análise profunda. Após um período de 18 meses sem conquistar um único troféu significativo, a equipa merengue parece estar a viver uma verdadeira crise. Desde que a temporada 2024-25 começou, a promessa de um novo capítulo, impulsionado pela chegada do prodígio Kylian Mbappé proveniente do Paris Saint-Germain, rapidamente se esvaziou. A expectativa era que o clube continuasse a sua trajetória de sucesso após a conquista da Liga dos Campeões na temporada anterior, mas a realidade é bem diferente.
As dificuldades defensivas têm sido amplamente reconhecidas, mas o que preocupa ainda mais é a notável escassez de golos. De acordo com a Cadena SER, a temporada 2023-24, que foi a última sem Mbappé, viu o Real Madrid marcar uma média de 2.29 golos por jogo. No entanto, esse número caiu para 2.05 na campanha seguinte, 2024-25. E, para agravar a situação, a média de golos na temporada 2025-26 desceu ainda mais, para apenas 2 golos por jogo, uma estatística que foi ligeiramente elevada após uma impressionante exibição onde a equipa marcou seis golos contra o AS Monaco na passada terça-feira.
Os números são claros e revelam uma tendência preocupante: a presença de Mbappé não está a traduzir-se em maior produtividade ofensiva da equipa. Embora o avançado francês tenha sido um verdadeiro matador, com impressionantes 76 golos em 86 partidas em todas as competições, a falta de suporte tem sido evidente. Jogadores como Vinícius Júnior, Rodrygo Goes e Jude Bellingham viram as suas contribuições ofensivas caírem drasticamente, levantando questões sobre a dinâmica do ataque e a estratégia do técnico.
A situação está a criar um clima de pressão em torno dos bastidores de Valdebebas, onde os responsáveis do clube começam a questionar a eficácia do modelo de jogo. A dependência de um único jogador para a produção de golos é uma receita para o desastre, e a falta de apoio na linha da frente pode custar caro ao Real Madrid nas competições futuras. Os adeptos exigem respostas e, com a temporada a avançar, a necessidade de uma revolução no ataque torna-se cada vez mais urgente. Se o clube pretende recuperar a sua glória, uma mudança tática e uma revitalização da equipa ofensiva são imperativas.
