Terça-feira, Janeiro 27, 2026

Amorim trava e puxa o travão de mão em Old Trafford: “Não podemos cometer os mesmos erros do passado”

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Rúben Amorim está a mudar o discurso — e a estratégia — no Manchester United. Numa altura em que o mercado de janeiro costuma incendiar expectativas e precipitar decisões, o treinador português assume uma abordagem fria, calculada e sem pressões públicas, deixando um aviso claro à estrutura do clube: reforçar, sim, mas apenas com critério absoluto.

O técnico não esconde que o plantel precisa de ajustes, mas recusa transformar o mercado num ato de desespero. Para Amorim, o passado recente do United serve de alerta… e de lição.


Mercado aberto, mas com cabeça fria

Em declarações à Sky Sports, Amorim explicou que o trabalho de mercado é contínuo e não começa nem acaba em janeiro.

Debrief – Rúben Amorim

“Estamos sempre em conversações, não é só por estarmos em janeiro. Claro que a janela estará aberta, precisamos de perceber o que podemos fazer, não só perceber que jogadores podemos trazer, mas também saber o que vai acontecer à equipa.”

A mensagem é clara: não basta contratar, é preciso compreender o impacto real de cada movimento no equilíbrio do grupo.


Foco total no Wolverhampton e na recuperação física

Apesar do ruído em torno de possíveis reforços, Amorim garante que o presente imediato está bem definido. O jogo frente ao Wolverhampton, esta terça-feira, é a única prioridade.

Debrief – Rúben Amorim

“Só estou a pensar em recuperar os meus jogadores.”

Num plantel que tem lidado com desgaste físico e irregularidade competitiva, a gestão do esforço assume-se como peça-chave da estratégia.


Sem pressão sobre a direção: “Eles sabem o que precisamos”

Questionado sobre contactos diretos com a administração, Amorim afastou qualquer cenário de insistência ou pressão interna. Pelo contrário, revelou alinhamento total com a liderança do clube.

Debrief – Rúben Amorim

“Não vou bater à porta do Jason [Wilcox, diretor para o futebol] e do Omar [Berrada, diretor executivo] a pedir mais jogadores, eles sabem o que precisamos, percebo que também temos um processo.”

E deixou o aviso que mais ecoou em Inglaterra:

Debrief – Rúben Amorim

“Queremos fazer coisas com a certeza de que não vamos cometer os mesmos erros do passado.”

Uma frase que aponta diretamente para anos de investimentos avultados, escolhas falhadas e falta de coerência desportiva em Old Trafford.


Sofrer agora para crescer depois

Amorim voltou a insistir numa ideia que já tem marcado o seu discurso desde a chegada a Manchester: aceitar dificuldades no curto prazo para construir algo sustentável.

Debrief – Rúben Amorim

“Se precisarmos de sofrer em alguns momentos, vamos ter de sofrer, para depois tentarmos dar dois passos para a frente. O mercado de janeiro é muito difícil.”

O treinador português prefere estabilidade, evolução gradual e decisões sustentadas — mesmo que isso implique resultados menos imediatos.


Um primeiro mercado contido… mas eficaz

O mercado de janeiro de 2025, o primeiro de Amorim à frente do Manchester United, ficou marcado por apenas duas contratações — ambas já com impacto direto na equipa titular:

  • Patrick Dorgu, contratado ao Lecce por 30 milhões de euros
  • Ayden Heaven, vindo do Arsenal por 1,8 milhões de euros

Dois perfis distintos, investimento controlado e integração imediata — um retrato fiel da nova linha orientadora.


Um United diferente começa nas decisões

Rúben Amorim não promete revoluções instantâneas, mas promete coerência. No Manchester United, o mercado deixou de ser um palco de impulsos para passar a ser um exercício de responsabilidade. Para um clube que passou anos a corrigir erros com novos erros, a mudança pode começar precisamente aqui: saber esperar.

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