Liam Rosenior, o novo timoneiro do Chelsea, já deixou a sua marca ao vencer três dos primeiros quatro jogos à frente da equipa, mas, surpreendentemente, avalia o seu início de carreira como treinador dos Blues com uma nota modesta de seis em dez. Este ex-jogador de 41 anos, agora à frente de um dos clubes mais icónicos do mundo, já teve a oportunidade de dirigir a equipa em quatro competições diferentes – FA Cup, Carabao Cup, Premier League e Champions League. Com o esperado embate contra o Crystal Palace a aproximar-se, este será o seu primeiro desafio fora de casa na liga.
Em apenas 17 dias de trabalho, Rosenior viu a sua equipa marcar 10 golos e sofrer 4, um início que ele mesmo considerou que “poderia ter sido pior”. “Aceito um seis”, afirmou, demonstrando uma autocrítica que pode ser tanto um sinal de humildade como uma estratégia para manter a pressão sob controlo.
No que toca ao seu estilo de gestão, Rosenior não tem receio de ser visto como excêntrico. Ele partilhou com a Sky Sports que não se importa com o que pensam dele fora das paredes de Stamford Bridge. “Para mim, eu sou eu mesmo. Não tenho medo de parecer tolo algumas vezes”, revelou. “Gosto de descontrair com os jogadores, mas também sou exigente, não hesito em gritar quando é necessário. Já perdi a voz algumas vezes nestes últimos dias.”
Rosenior admitiu que alguns dos jogadores brincaram que nunca tinham falado tanto com um treinador em tão pouco tempo. “Eles devem estar fartos de mim”, brincou, revelando a sua abordagem direta e comunicativa, que contrasta com a de seu antecessor, Enzo Maresca. O italiano ficou conhecido por sua crítica aberta aos jogadores, um estilo que parece estar longe das intenções de Rosenior.
Um dos grandes desafios que Rosenior enfrenta é a especulação em torno do seu principal jogador, o médio ofensivo Cole Palmer. O jovem talento, visto como um dos melhores do mundo na sua posição, tem sido associado a um regresso ao norte de Inglaterra, devido a alegadas preocupações de saudade. Contudo, Rosenior desmentiu rumores durante a conferência de imprensa, afirmando que teve várias conversas com Palmer, que está “muito feliz por estar aqui”.
“Ele é uma parte enorme dos nossos planos a longo prazo. É um jogador excepcional”, esclareceu Rosenior. O seu papel, assim como o da direção do clube, é assegurar que Palmer consiga manter um desempenho consistente, enquanto gerem a sua carga de trabalho da maneira correta.
Embora a ausência de Palmer no jogo contra o Crystal Palace tenha sido um tema de discussão, Rosenior está focado em “criar uma equipa” que “aprecie o que faz”. Se conseguir cultivar esse ambiente, acredita que as possibilidades para o Chelsea são ilimitadas. O novo treinador está determinado a transformar a equipa num conjunto competitivo que não só lute por vitórias, mas também desfrute do jogo em cada momento.
