O Liverpool está à beira de uma revolução no comando técnico, com Arne Slot prestes a ser afastado do cargo após uma série de resultados decepcionantes. A derrota dramática para o Bournemouth, onde o golo de Amine Adli nos últimos momentos do jogo selou o destino da equipa, parece ter sido a gota de água para a hierarquia dos Reds. Com esta derrota, a equipa somou a sua sétima derrota na Premier League, caindo para o quinto lugar na tabela, posicionando-se atrás do eterno rival Manchester United.
O descontentamento entre os adeptos e a direção do clube é palpável, e as pressões para uma mudança de treinador aumentam. Inicialmente, existiam rumores de que o Liverpool preferiria esperar até ao final da temporada para efetuar alterações, mas agora a situação parece ter mudado. Um perfil de transferências no X, composto por cinco repórteres de elite e com 706 mil seguidores, reportou que “o Liverpool decidiu que Arne Slot não será o treinador na próxima temporada”, com jogadores seniores a expressarem preocupações junto da direção.
Gary Neville, antigo defesa do Manchester United e agora comentador na Sky Sports, não poupou críticas à equipa de Liverpool, afirmando que o clube não está em fase de transição, mas sim a mostrar uma preocupante “fragilidade” sob a liderança de Slot. Em seu podcast, Neville referiu: “Quando se vence um campeonato, acumula-se um grande crédito, e é difícil erodir isso. Arne Slot conquistou esse título com este grupo de jogadores na temporada passada. No entanto, neste verão, foram gastos £450 milhões em contratações, o que não é um investimento para um ano de transição, mas sim para conquistar títulos consecutivos.”
Neville continuou a sua análise, afirmando que o Liverpool parece ter perdido a sua identidade competitiva. “Virgil van Dijk, um gigante, foi empurrado para longe da bola. A ideia de que não se consegue defender com 10 homens é uma fraqueza que não podemos ignorar. O Liverpool tornou-se ‘macio’, perderam a agressividade que os caracterizava. A falta de incisividade no ataque e a fragilidade na defesa são preocupantes”, disse ele, referindo-se à perda de jogadores como Diogo Jota e Luis Díaz, que eram fundamentais na pressão ofensiva.
Com o Manchester United agora à frente, as preocupações sobre o futuro do Liverpool cresceram. A situação está a tornar-se crítica e, se a equipa não se reerguer rapidamente, a mudança de treinador poderá ser apenas o primeiro passo de uma reestruturação necessária para restaurar a antiga glória do clube. A pergunta que permanece é: será Steven Gerrard, o ícone do Liverpool, a solução a curto prazo para este dilema? A resposta a esta questão poderá definir o rumo dos Reds nas próximas semanas.
