Infantino garante a presença do Irão no mundial de 2026

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A participação do Irão no Mundial de 2026 está garantida, assegura o presidente da FIFA, Gianni Infantino, numa declaração arrebatadora que chega num momento de elevada tensão geopolítica no Médio Oriente. Apesar das incertezas causadas pelo conflito entre o Irão, os Estados Unidos e Israel, que tem colocado em risco a presença da seleção iraniana no maior palco do futebol mundial, Infantino foi categórico: “O Irão vai estar lá, sem dúvida.”

O Mundial de 2026, que será disputado de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá, será o primeiro com 48 equipas. A equipa iraniana está inserida no grupo G, onde enfrentará Nova Zelândia, Bélgica e Egito, com jogos marcados para Los Angeles e Seattle. Contudo, a proximidade do conflito no Médio Oriente e a instabilidade na região geram dúvidas sobre a segurança e a logística da participação da seleção iraniana.

Durante um evento em Washington organizado pela CNBC, Infantino não hesitou em afirmar que a FIFA espera que, até ao início do torneio, “a situação seja pacífica, o que ajudaria imenso.” Mas, para o líder máximo do futebol mundial, “o Irão tem de vir, representa o seu povo, qualificou-se e os jogadores querem jogar.”

A polémica não é nova. Com o conflito a agravar-se desde 28 de fevereiro, o Irão chegou a falar em boicote e pediu mesmo a FIFA para transferir os seus jogos dos Estados Unidos para o México, pedido que foi recusado. A tensão aumentou com o encerramento pelo Irão do estratégico Estreito de Ormuz e a imposição de um bloqueio por parte de Washington a navios ligados a portos iranianos. Apesar de uma trégua precária de duas semanas a partir de 8 de abril, o cenário mantém-se volátil.

Infantino, conhecido por ter uma relação próxima com o antigo Presidente dos EUA, Donald Trump — que chegou a sugerir que os jogadores iranianos poderiam não estar “seguros” nos Estados Unidos — mantém-se firme na defesa da separação entre desporto e política. “O desporto tem de ser mantido fora da política,” sublinhou. “Claro que não vivemos na Lua. Vivemos na Terra. Mas se não houver mais ninguém que acredite em construir pontes e mantê-las intactas e unidas, então faremos esse trabalho.”

Esta declaração surge como um apelo para que o futebol sirva de plataforma de união e não de divisão num mundo marcado por conflitos. A FIFA, através de Infantino, reafirma o seu compromisso em garantir que o Mundial de 2026 será um evento inclusivo, onde a política não determinará quem joga ou não.

O percurso do Irão até ao Mundial foi marcado por desafios, mas a sua presença no torneio parece, para já, assegurada. Resta saber se, até junho, a situação no Médio Oriente permitirá que a equipa iraniana entre em campo sem que as tensões políticas se sobreponham ao espetáculo desportivo que milhões aguardam ansiosamente.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.


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