Raphinha: A ausência que pode ter custado a Barcelona na champions

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Barcelona está a sentir a falta de Raphinha? A verdade incômoda por trás das ausências do brasileiro que está a abalar os catalães

Depois da amarga eliminação do Barcelona na Liga dos Campeões, mesmo após uma vitória sobre o Atlético de Madrid na segunda mão dos quartos de final, torna-se impossível não questionar o impacto real da ausência de Raphinha na equipa. O extremo brasileiro, que parecia prestes a ser descartado por Xavi devido ao seu tempo limitado em campo, encontrou uma nova vida sob o comando de Hansi Flick, transformando-se numa peça fundamental do Barcelona.

Sob o reinado de Flick, Raphinha não apenas recuperou o protagonismo como também assumiu o papel de líder, tornando-se um dos capitães da equipa. A sua influência dentro e fora do campo é inegável, e a forma como tem conduzido o Barcelona, mesmo quando não veste a braçadeira, é uma das maiores conquistas desta era. Apesar de um ligeiro declínio no desempenho em 2025/26, o brasileiro já acumula impressionantes 19 golos e sete assistências em todas as competições nesta temporada.

Mas o que acontece quando Raphinha está fora? A resposta não é nada animadora para os adeptos blaugrana. A sua última lesão, a terceira no músculo da coxa desde agosto, coincidiu com uma queda acentuada nos resultados do Barcelona. Exemplo gritante foi a derrota caseira por 2-0 frente ao Atlético de Madrid, um feito que não acontecia há 20 anos no Camp Nou. Durante outro período sem o brasileiro, os colchoneros aplicaram um humilhante 4-0 no jogo da primeira mão da meia-final da Taça do Rei, aumentando o sofrimento catalão.

Claro que o Barcelona também venceu alguns jogos na ausência de Raphinha, como a vitória contra o Espanyol que vinha numa sequência negativa de dez jogos sem ganhar, e um triunfo na Taça contra o Albacete. Ainda assim, esses encontros não servem como parâmetro para medir a real importância do brasileiro. O verdadeiro reflexo da sua ausência veio mais cedo na temporada, quando ficou de fora por nove jogos consecutivos em todas as competições. Durante esse período, a equipa sofreu derrotas pesadas, incluindo um 4-1 contra o Sevilla, uma derrota por 2-1 no El Clásico contra o Real Madrid e um empate 3-3 com o Club Brugge na Liga dos Campeões.

Em suma, o Barcelona não tem conseguido manter o seu nível nos jogos mais decisivos sem Raphinha. Embora Marcus Rashford tenha sido o substituto natural do brasileiro e tenha apresentado números notáveis para um atleta na sua primeira temporada no clube, especialmente vindo do banco, o inglês ainda não alcançou o calibre do extremo brasileiro. Esta é uma realidade que o Barcelona terá de enfrentar se quiser voltar a dominar em grande escala.

Com o futuro do clube em jogo, a questão que fica é clara: será que o Barcelona consegue triunfar sem o seu líder mais carismático e produtivo? A resposta, por enquanto, parece pender para o lado do brasileiro. A sua ausência está a deixar marcas profundas, e o clube catalão tem de encontrar uma solução rápida se quiser evitar mais desilusões esta temporada.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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