Declan Rice não escondeu a amargura após a derrota do Arsenal na final da Liga dos Campeões frente ao Paris Saint-Germain, descrevendo a lotaria dos penáltis como o factor decisivo numa noite intensa e equilibrada. A equipa londrina protagonizou uma campanha europeia notável, chegando invicta até à final e mostrando uma consistência e resistência dignas das melhores formações do continente.
Desde o apito inicial, o Arsenal entrou determinado, adiantando-se cedo no marcador graças a um golo de Kai Havertz, que parecia garantir-lhes uma posição de força num dos palcos mais emblemáticos do futebol mundial. Contudo, a resposta do PSG foi implacável: os campeões em título assumiram o controlo do jogo em vários momentos, pressionando incansavelmente em busca do empate. A defesa dos Gunners resistiu com coragem, frustrando as investidas francesas durante grande parte do encontro.
A igualdade chegou através de uma grande penalidade convertida pelo PSG, que igualou o marcador e levou a decisão para prolongamento e, posteriormente, para os fatídicos penáltis. A tensão atingiu o auge na série de remates da marca dos 11 metros: Eberechi Eze falhou para o Arsenal, enquanto Gabriel enviou a sua tentativa por cima da barra, oferecendo assim o troféu ao clube parisiense.
Em declarações à BBC, Declan Rice não escondeu a desilusão pela derrota num cenário tão cruel, mas ressaltou o crescimento da equipa ao longo da temporada: “É frustrante. É devastador perder uma final da Liga dos Campeões nos penáltis. Tento manter a perspectiva sobre o quão longe chegámos como grupo. Foi uma temporada incrível. Deixámos tudo em campo e levámos o jogo até à lotaria dos penáltis. É uma lotaria, é futebol.”
O Arsenal, apesar do desaire, prepara-se agora para a próxima época com o objetivo de consolidar o progresso demonstrado e regressar mais forte na luta pelos grandes títulos europeus. Os Gunners provaram que estão de regresso ao topo, mas este desfecho doloroso só reforça a determinação de uma equipa sedenta de glória.
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