As celebrações pela conquista da Liga dos Campeões pelo Paris Saint-Germain transformaram-se numa verdadeira noite de terror em Paris, culminando numa morte e vários feridos graves. A festa que deveria ser de alegria para os adeptos do clube francês ficou marcada por violência e caos nas ruas da capital francesa, deixando um rasto negro num momento que deveria ser histórico.
Na madrugada deste domingo, um jovem na casa dos 20 anos perdeu a vida ao embater contra blocos de betão numa rampa da saída circular de Paris, enquanto conduzia uma moto de motocrosse durante os festejos do título europeu do PSG. A Procuradoria de Paris confirmou o trágico acidente, que abalou a cidade e os adeptos que celebravam a vitória da equipa comandada por Luís Enrique.
Além deste caso fatal, um outro jovem, de apenas 17 anos, foi gravemente esfaqueado no 16.º bairro da capital numa tentativa de homicídio protagonizada por quatro homens armados com faca. Segundo relatos de testemunhas, a vítima terá estado envolvida num roubo, o que poderá estar na origem do ataque violento. A noite negra continuou com mais dois feridos em acidentes de viação no 10.º bairro, um deles em estado grave.
O governo francês fez um balanço preocupante da noite de festejos: foram detidas 780 pessoas em todo o país, das quais 480 só em Paris, sendo que 457 permanecem ainda sob custódia. Este número representa um aumento de 32% face ao ano anterior, refletindo a escalada da violência que acompanhou as comemorações do título europeu do Paris Saint-Germain.
Em conferência de imprensa conjunta com a Procuradoria, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, tentou acalmar os ânimos, afirmando que a situação, embora tensa, “esteve controlada”. Nuñez destacou a pronta intervenção da polícia, que conseguiu impedir diversas tentativas de invasão à circular da capital e a tentativa de 150 pessoas de forçarem a entrada no emblemático Parque dos Príncipes, palco onde o PSG celebrou a vitória.
No relvado, o Paris Saint-Germain voltou a erguer a taça da Liga dos Campeões, conquistando o seu segundo título após a primeira vitória em 2025. Num jogo épico disputado em Budapeste, a equipa de Luís Enrique bateu o Arsenal nos penáltis (4-3), depois de um empate a 1-1 no tempo regulamentar e prolongamento. Os golos foram assinados por Kai Havertz, aos seis minutos, para o Arsenal, e por Ousmane Dembelé, que converteu uma grande penalidade aos 65 minutos.
Os portugueses Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos foram fundamentais nesta campanha. Vitinha, que saiu lesionado aos 106 minutos devido a queixas musculares, recebeu ainda o prémio de melhor jogador da final, um reconhecimento do seu desempenho notável ao longo do encontro. Os quatro jogadores lusos preparam-se agora para representar Portugal no Mundial 2026, elevando o seu estatuto no futebol internacional.
Esta vitória do PSG, apesar de gloriosa no campo, ficará marcada pelo caos e violência que mancharam as ruas de Paris, lembrando a difícil tarefa das autoridades em equilibrar a celebração desportiva com a manutenção da ordem pública. O legado desta noite será, por isso, duplo: uma glória desportiva à custa de um preço humano elevado.
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