Luis Enrique agradece professor da Roma após vitória na champions

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Luis Enrique alcançou a glória máxima da UEFA Champions League pela terceira vez na sua carreira, juntando-se a um seleto grupo de treinadores lendários, após a vitória dramática do Paris Saint-Germain (PSG) sobre o Arsenal nas grandes penalidades, no passado sábado à noite. Contudo, longe dos holofotes da celebração, o técnico espanhol reservou um momento especial para agradecer a uma figura fundamental na sua vida e carreira: Claudio Bisceglia, antigo colega e professor na Roma.

Num desfecho que só se decidiu na lotaria das grandes penalidades — algo que não acontecia há uma década numa final da Champions —, Kai Havertz colocou o Arsenal em vantagem logo no início da segunda parte, mas Ousmane Dembélé empatou de penálti, levando o encontro para um desenlace cruel. Os erros de Ebere Eze e Gabriel Magalhães na decisão permitiram ao PSG conquistar o troféu pela segunda vez consecutiva, reforçando a sua supremacia europeia.

Com esta vitória, Luis Enrique entra para o panteão dos treinadores com três títulos da Champions League, juntando-se a nomes como Pep Guardiola, Zinedine Zidane e Bob Paisley, embora ainda longe do recorde absoluto de Carlo Ancelotti, com cinco conquistas. No final do jogo em Budapeste, o treinador não esqueceu quem o acompanhou na sua caminhada: “Tenho de agradecer ao meu querido amigo Claudio Bisceglia, jogador e professor na Roma, um verdadeiro amigo,” confessou Enrique numa entrevista à Sky Sports.

Claudio Bisceglia, que mantém funções como professor de línguas e intérprete na Roma, já tinha sido reconhecido por Luis Enrique na sua primeira conquista da Champions em 2015, ao serviço do Barcelona. A sua importância ultrapassa o âmbito linguístico, tendo desempenhado um papel crucial nas negociações entre o atual treinador da Roma, Gian Piero Gasperini, e os proprietários ingleses do clube, os Friedkins. Até José Mourinho, numa das suas passagens pelo Stadio Olimpico, qualificou Bisceglia como um “fenómeno”, sublinhando a sua influência discreta, mas decisiva.

Esta vitória do PSG, sob a batuta de Luis Enrique, não é apenas um marco na carreira do técnico, mas também um tributo a quem o ajudou a ultrapassar barreiras dentro e fora do campo. A Champions League de 2026 ficará para sempre marcada por esta homenagem, mostrando que, por vezes, o sucesso depende tanto do talento em campo como do apoio silencioso nos bastidores.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.


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