A final da Liga dos Campeões entre Arsenal e Paris Saint-Germain este sábado terminou empatada ao fim dos 90 minutos regulamentares, obrigando a um prolongamento que prometia emoção até ao último segundo. Kai Havertz marcou cedo para os ingleses, mas Ousmane Dembélé respondeu com um penálti, mantendo o equilíbrio e impedindo que qualquer das equipas conseguisse uma oportunidade decisiva no tempo regulamentar.
Este episódio marcou a 17.ª final da história da Liga dos Campeões (anteriormente Taça dos Clubes Campeões Europeus) a necessitar de prolongamento para determinar o vencedor europeu, um dado que reforça a intensidade e imprevisibilidade das grandes decisões continentais.
Antes de 2026, a competição viveu um período de nove finais consecutivas decididas dentro dos 90 minutos, quebrando uma tendência que remonta aos primórdios do torneio. O Real Madrid, o colosso espanhol, está diretamente ligado a algumas das finais mais dramáticas que ultrapassaram o tempo regulamentar, tendo vencido o Atlético Madrid nas grandes penalidades em 2015/16 e triunfado ao fim dos 120 minutos contra o mesmo rival em 2013/14. Além disso, os merengues conquistaram a primeira final da história a ir para prolongamento, em 1957/58, contra o AC Milan.
O Liverpool, outro gigante europeu, participou em duas finais que foram decididas para lá dos 90 minutos, incluindo a lendária final de 2004/05. Nesse encontro memorável, os ingleses recuperaram de um desfavorável 3-0 frente ao AC Milan no tempo regulamentar para vencer nas grandes penalidades, um momento eternizado como “O Milagre de Istambul”.
No que toca aos clubes mais vitoriosos da prova, o Real Madrid lidera com uma impressionante marca de 15 títulos, cimentando o seu estatuto como rei incontestável da Liga dos Campeões. O domínio espanhol começou desde a criação da competição, com cinco títulos consecutivos, e voltou a ser evidente com três conquistas seguidas entre 2016 e 2018. O AC Milan, com sete troféus, é o segundo clube mais bem-sucedido, embora não conquiste a prova desde 2007. Liverpool e Bayern Munique estão empatados na terceira posição, cada um com seis títulos, reforçando o seu lugar entre a elite europeia.
A Liga dos Campeões continua a ser a prova mais emocionante e imprevisível do futebol mundial, onde cada final pode transformar-se numa batalha épica, muitas vezes prolongada para além do tempo regulamentar, e onde a glória é reservada apenas para os mais fortes e resilientes.
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