Álvaro Arbeloa, treinador interino do Real Madrid, entrou em modo confronto na antevisão do decisivo duelo contra o Betis, deixando claro que nada o distrai, nem mesmo os estranhos “likes” de Mbappé nas redes sociais. O fenómeno francês deu “gostos” a publicações que mencionavam um hipotético regresso de José Mourinho ao Santiago Bernabéu, mas Arbeloa descartou qualquer drama: «É indiferente para mim. Não me incomoda que Mbappé dê likes a Mourinho, Julia Roberts ou em quem quer que seja», afirmou, com a frieza de quem tem o foco 100% na LaLiga.
Com o Real Madrid a nove pontos de distância do líder Barcelona, a missão é clara e urgente: vencer os seis jogos que faltam para manter viva a chama da esperança. O primeiro teste é já esta sexta-feira, no estádio La Cartuja, frente ao Betis, uma equipa que Arbeloa não hesitou em elogiar. «O Betis conseguiu uma vitória muito importante na terça-feira e está a recuperar jogadores fundamentais. Não preciso de explicar a qualidade do adversário, os seus jogadores e o treinador, por quem tenho o máximo respeito e carinho. Será um jogo da máxima exigência para nós», avisou.
Apesar da desvantagem no topo da tabela, o treinador mantém a postura agressiva e a exigência máxima: «O nosso objetivo tem de ser ganhar os seis jogos, independentemente do que o Barcelona faça. Temos de continuar a crescer, melhorar e a dar tudo na LaLiga. Só nos preocupa o jogo de amanhã e depois focar-nos-emos nos restantes.»
No centro das atenções esteve ainda a situação delicada de Dani Carvajal, que tem visto o seu tempo de jogo reduzir drasticamente. Arbeloa não poupou nas palavras e rejeitou qualquer ideia de que a sua gestão tenha motivações pessoais. «A minha resposta foi séria e ríspida. Achei a pergunta descabida. Podem perguntar a qualquer um como falo de Dani Carvajal. Não se justifica o que estão a tentar fazer», disparou, defendendo que as escolhas são estritamente futebolísticas. «Custa-me pensar que um treinador faça as equipas por algo que não sejam razões desportivas.»
O motivo para a redução de minutos de Carvajal é simples: a feroz concorrência. «Só podem jogar 11. Sou e tenho de ser injusto com os jogadores. Vejo todos a treinar e muitos fazem um grande trabalho. Não há mais nada», explicou o técnico. Sobre o futuro do lateral, Arbeloa foi diplomático, deixando a decisão nas mãos do clube e do jogador: «O que fizer o clube e o jogador felizes será bom.»
Questionado sobre a preferência por Trent Alexander-Arnold, o treinador reafirmou que as suas decisões são pautadas pela convicção de vitória. «Em cada jogo dou a minha vida. Quando coloco um jogador é porque acredito que merece e porque considero que é para ganhar, não ofereço um minuto a ninguém.»
Em relação a questões físicas, Arbeloa tranquilizou ao revelar que a lesão de Militão «parece ser apenas um susto», aguardando apenas o resultado da ressonância magnética para confirmar. Para terminar, lançou um aviso firme a todos os jogadores, descartando qualquer possibilidade de poupança para o Mundial: «Não entenderia que um jogador se resguardasse para o Mundial. Somos jogadores do Real Madrid. A nossa exigência é lutar por estes seis jogos.»
O Real Madrid entra assim numa fase decisiva da temporada, com um treinador determinado a não deixar distrações internas ou externas desviarem a equipa do objetivo maior: conquistar cada ponto possível e fazer a pressão ao Barcelona até ao último apito da LaLiga. A batalha está lançada!
Este artigo aparece primeiro em Apito Final.
