PSG aposta em tecnologia proibida para conquistar a Champions League

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PSG revoluciona a preparação física com tecnologia proibida no ténis para conquistar a Liga dos Campeões pela segunda vez seguida

O Paris Saint-Germain está a elevar a fasquia na corrida pelo bicampeonato da Liga dos Campeões ao incorporar uma tecnologia de fitness que já foi vetada em grandes torneios de ténis. A ambição do clube francês de dominar a Europa não conhece limites, e agora aposta numa parceria controversa que pode mudar o jogo no desporto de alta competição.

Para manter os jogadores em forma e maximizar o desempenho durante a reta final da Champions League e da Ligue 1, o PSG firmou um acordo com a WHOOP, a gigante tecnológica especializada em dispositivos vestíveis que monitorizam e melhoram o sono, a recuperação, a carga de treino e a saúde geral dos atletas. Esta tecnologia inovadora, baseada numa subscrição inteligente, tem conquistado fãs entre atletas de topo e entusiastas do fitness, mas é também alvo de polémica devido à sua eficácia.

O WHOOP permite que jogadores e equipa técnica acompanhem em tempo real indicadores cruciais como a frequência cardíaca, a variabilidade da frequência cardíaca (HRV), o sono, o esforço físico e o stress. Estas métricas transformam-se em recomendações personalizadas que otimizam treinos, recuperação e rendimento desportivo, oferecendo uma vantagem competitiva decisiva.

Esta não é a primeira vez que a WHOOP está no centro das atenções. Grandes torneios de ténis, incluindo o Australian Open, proibiram o uso deste dispositivo por considerarem que concede benefícios desleais aos atletas. Jogadores de elite como Carlos Alcaraz têm estado impedidos de utilizar a tecnologia, embora existam negociações para permitir o seu uso em futuras competições.

O Dr. Robby Sikka, Diretor Médico da Associação de Jogadores Profissionais de Ténis (PTPA), defende a utilidade dos dispositivos, afirmando à BBC: “Os wearables proporcionam insights significativos sobre carga de trabalho, recuperação, prevenção de lesões e avaliação clínica. Como qualquer tecnologia, apresentam desafios, mas a solução passa por educação e políticas científicas consistentes – não proibições abruptas sem revisão abrangente e aplicação igualitária a todos os atletas.”

Além do PSG, outras equipas de elite como a Ferrari na Fórmula 1 também utilizam o WHOOP para monitorizar o desempenho dos pilotos e da equipa técnica ao longo da temporada. Para além dos profissionais, a WHOOP disponibiliza uma plataforma de saúde avançada para amadores, incluindo um ECG aprovado pela FDA, funcionalidades para longevidade, análise de pressão arterial e biomarcadores sanguíneos. Estudos revelam que utilizadores regulares do WHOOP aumentam em mais de 90 minutos semanais o tempo de exercício, dormem mais de duas horas extra por noite e registam uma melhoria de 10% na variabilidade da frequência cardíaca.

Com esta jogada audaciosa, o PSG não só mostra estar disposto a desafiar as regras convencionais do desporto, como também a explorar todas as tecnologias ao seu alcance para garantir que Luis Enrique e os seus jogadores tragam para Paris um segundo troféu europeu. Se esta estratégia revolucionária vai dar frutos, só o tempo dirá, mas uma coisa é certa: o PSG está a jogar para ganhar e a fazer isso ao limite da inovação – e da controvérsia.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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