Preparados para a tempestade do Draft NFL 2026? Matthew Berry, o guru das ligas de fantasy football, lançou o seu veredicto implacável sobre as maiores surpresas e desilusões desta época, deixando claro que o jogo mudou, e muito. Com a free agency praticamente fechada e os plantéis quase definidos, a hora da verdade está a chegar: quem vai brilhar e quem vai desaparecer no esquecimento das estatísticas?
Berry começa por assumir o óbvio: a incerteza reina, mas ao mesmo tempo há uma nova clareza que permite aos fãs de fantasy preparar as suas estratégias com algum mais alento. O draft já passou, as movimentações quase acabaram, e só falta a divulgação dos calendários e o arranque dos mini-camps dos rookies. No entanto, existem ainda perguntas cruciais como o destino de Stefon Diggs, a possível transferência de Brandon Aiyuk, ou o paradeiro de Jauan Jennings, que prometem mexer com os mercados.
Enquanto voava rumo a Louisville para o icónico Kentucky Derby, Berry preparava-se para apresentar a edição especial do seu programa “Fantasy Football Happy Hour”, onde faria o já tradicional segmento “Love/Hate – Pós Draft NFL”. É nesta rubrica que ele revela quem ganhou valor e quem perdeu no novo cenário competitivo da NFL, apontando jogadores e situações que vão ditar as regras do fantasy em 2026.
No front dos quarterbacks, Tyler Shough desponta como uma surpresa positiva. Depois de se tornar o titular incontestável dos New Orleans Saints, a equipa reforçou-se à sua volta com nomes como Travis Etienne e o recém-draftado Jordyn Tyson, elevando as expetativas para um desempenho sólido de Shough, que já mostrou potencial ao terminar a última temporada como QB12 em pontos por jogo. Kellen Moore, o cérebro por trás do ataque dos Saints, é outro ponto forte que inspira confiança.
Por outro lado, Malik Willis nos Dolphins surge como uma grande interrogação. Apesar da clara aposta da equipa, a falta de talento no corpo de receção e a escolha tardia de recebedores no draft deixam Berry cético quanto às reais condições de Willis triunfar numa equipa que parece subdimensionar as necessidades ofensivas. A sua capacidade para correr será explorada, mas a ausência de alvos confiáveis pode ser fatal para o seu valor fantasy.
No que toca aos running backs, Chase Brown dos Bengals brilha com uma concorrência mínima e um histórico impressionante de produção, colocando-o firmemente como um RB2 de topo para a nova temporada. Cam Skattebo, dos New York Giants, também merece destaque, assumindo o papel principal num backfield sólido, enquanto Bhayshul Tuten, dos Jaguars, é apontado como uma aposta com potencial para explodir, beneficiando da ausência de concorrentes fortes.
Porém, nem todos os corredores têm motivos para sorrir. O Arizona Cardinals, com a contratação de Jeremiyah Love, relegam Tyler Allgeier a um papel secundário, enquanto James Conner luta contra lesões e idade avançada para manter relevância fantasy. Em Denver, o rookie Jonah Coleman ameaça o espaço de RJ Harvey, numa equipa que tradicionalmente distribui as oportunidades entre múltiplos corredores, tornando difícil para qualquer um deles brilhar em exclusivo.
Entre os pass catchers, Rashee Rice dos Chiefs é a estrela incontestada, com números impressionantes e uma posição consolidada no ataque, apesar das questões de fiabilidade física. DeVonta Smith, agora com mais espaço após a saída de AJ Brown para outra equipa, surge como uma das maiores oportunidades para dominar targets em Philadelphia.
Porém, as sombras também se fazem sentir. Calvin Ridley, aos 32 anos e com lesões recentes, caminha para uma queda livre no seu valor fantasy, enquanto Rashod Bateman enfrenta fortes concorrentes no Baltimore Ravens, que reforçaram o seu corpo de receção com jovens promessas, ameaçando o seu estatuto. Na mesma linha, Harold Fannin e Jerry Jeudy em Cleveland vêem a sua produção ameaçada por reforços recentes que prometem dividir o bolo ofensivo.
Finalmente, o tight end Brock Bowers, dos Raiders, é apontado como uma verdadeira mina de ouro, com garantias de volume numa equipa carente de recebedores e um quarterback que tende a valorizar os seus alvos próximos, tornando-o numa escolha obrigatória para quem procura um TE2 sólido.
Este panorama pós-draft traçado por Matthew Berry é um verdadeiro alerta para todos os gestores de fantasy football: o mercado está em ebulição, as oportunidades são reais, mas as armadilhas são muitas. Preparem-se para jogar com inteligência, aproveitando as surpresas e evitando os fiascos anunciados, porque em 2026, no mundo NFL, quem não se adapta, fica para trás.
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