Mirra Andreeva e Marta Kostyuk disputam final explosiva em madrid

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O WTA Madrid Open de 2026 está a transformar-se numa verdadeira batalha de titãs, onde as surpresas têm sido a norma e as estrelas do ténis mundial lutam com unhas e dentes para conquistar a glória. Com as principais cabeças de série a caírem precocemente, a final reúne duas jovens sensações do circuito que chegam com um formidável momento de forma e a ambição de dominar a capital espanhola: Mirra Andreeva e Marta Kostyuk.

Mirra Andreeva, número oito do mundo e já bicampeã em torneios WTA 1000, está longe de ser uma mera candidata — é uma força a ter em conta. Apesar das expectativas serem altas, poucos anteciparam que Andreeva seria a segunda jogadora melhor colocada nos quartos-de-final, numa competição onde as estrelas caíram uma a uma. A russa de 19 anos tem demonstrado uma maturidade impressionante, conseguindo gerir pressão, emoções e adversários de forma brilhante para chegar a mais uma final de topo, a sua sétima a este nível.

Do outro lado da rede estará Marta Kostyuk, uma jovem ucraniana que ainda não perdeu um único set em terra batida este ano e que chega à sua terceira final WTA em 2026, mas nunca numa prova com esta dimensão e prestígio. A sua invencibilidade no pó de tijolo é notável: 12 vitórias em 13 jogos esta temporada, com a possibilidade de alcançar a 13.ª e mais importante vitória no sábado.

Andreeva vive uma semana de celebração, tendo passado o seu 19.º aniversário em plena competição e confirmado a sua presença na final após uma série de desafios intensos. Depois de um fim de 2025 algo turbulento e da frustração de falhar a estreia nas WTA Finals, a russa tem regressado com força em 2026. A conquista do título em Linz e a semifinal em Stuttgart, onde perdeu apenas contra a número dois mundial, Elena Rybakina, são provas do seu renascimento e ambição renovada.

O percurso de Andreeva até à final não foi nada fácil. Num torneio marcado pela queda precoce de várias cabeças de série, ela agarrou as oportunidades com unhas e dentes. A russa venceu sucessivamente Panna Udvardy, Dalma Gálfi e Anna Bondár — numa partida épica onde demonstrou resiliência ao recuperar de 1-5 no terceiro set para vencer num tiebreak. Nos quartos-de-final, derrotou a ex-finalista do US Open Leylah Fernandez e nas meias-finais ultrapassou a jovem americana Hailey Baptiste, que tinha eliminado a campeã em título Aryna Sabalenka, garantindo assim a sua vaga na final com um triunfo sólido por 6-4, 7-6(8).

Por outro lado, Marta Kostyuk tem surpreendido pela sua consistência e poder no court. Apesar de ser uma surpresa em Madrid, a ucraniana tem vindo a cimentar um 2026 de sonho, com uma série impressionante de resultados em torneios de terra batida. Depois de vencer o torneio de Rouen, Kostyuk entrou em Madrid como uma força imparável, eliminando adversárias de topo como Jessica Pegula e Linda Nosková em jogos dominantes. A sua vitória nas meias-finais contra a lucky loser Anastasia Potapova, num duelo intenso decidido em três sets, confirmou a sua primeira final WTA 1000 da carreira.

O historial de confrontos diretos entre as duas é curto, com apenas um embate registado, vencido por Kostyuk em Brisbane este ano, numa demonstração clara do seu potencial para o que aí vem. Este será o primeiro encontro em terra batida, o que adiciona um elemento de imprevisibilidade a esta final que promete ser uma verdadeira guerra tática e física.

Andreeva nunca perdeu uma final WTA 1000 e procura agora o seu terceiro título consecutivo neste tipo de torneios, enquanto Kostyuk pode tornar-se a segunda jogadora, depois de Aravane Rezai em 2010, a vencer o Madrid Open estando fora do top 10 do ranking mundial.

No duelo de estilos, Kostyuk destaca-se pela agressividade controlada e potência nos golpes, enquanto Andreeva pode surpreender com uma maior variedade de soluções em court. Esta final é uma oportunidade para ambas brilharem e mostrarem porque são as jovens que estão a moldar o futuro do ténis feminino.

Prepare-se para um sábado explosivo na Caja Mágica, onde só uma delas poderá erguer o troféu. Será que Andreeva confirmará o seu domínio e conquistará o hat-trick de títulos WTA 1000? Ou será que Kostyuk continuará invicta na terra batida e fará história em Madrid? A resposta está a poucas horas de ser dada, num confronto que promete ficar para a história do ténis mundial.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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