Um duelo épico está marcado para este sábado no lendário Estádio de Wembley, onde Chelsea e Manchester City vão medir forças na final da Taça de Inglaterra, num confronto que promete deixar os adeptos à beira do assento. As estatísticas, porém, não sorriem aos Blues, que enfrentam uma crise profunda numa temporada marcada por altos e baixos dramáticos.
Depois de um brilhante triunfo no Mundial de Clubes, o Chelsea parecia ter tudo para prosperar na temporada 2025/26 sob o comando do italiano Enzo Maresca. Mas a saída inesperada do técnico abriu as portas para um colapso. Calum McFarlane assumiu interinamente por uma semana antes da chegada de Liam Rosenior, que começou com força, mas rapidamente viu a equipa desmoronar-se, levando a uma nova intervenção de McFarlane até ao final da época.
Desde o triunfo sobre o Aston Villa a 4 de março, o Chelsea não venceu um único jogo da Premier League, acumulando uma derrota humilhante por 3-0 frente ao próprio Manchester City, adversário deste sábado. Os Blues somaram apenas vitórias na sua caminhada até à final da FA Cup, mas o histórico contra os citizens é desanimador: o Chelsea não vence o City desde maio de 2021, tendo marcado apenas sete golos e sofrido 25 em confrontos oficiais desde então.
O Manchester City é um verdadeiro pesadelo para o Chelsea, mantendo uma invencibilidade de 13 jogos contra os londrinos, a mais longa série sem perder contra qualquer adversário desde a dolorosa seca de 17 jogos sem vitória contra o Arsenal, entre 1999 e 2004.
A promessa de golos está garantida, já que ambas as equipas marcaram em todos os jogos da FA Cup na temporada 25/26. Aliás, não há um empate sem golos entre os dois desde fevereiro de 2019, num dado que alimenta ainda mais a expectativa para um espetáculo ofensivo no sábado.
Pep Guardiola vai jogar o seu quarto final consecutivo da FA Cup, um feito inédito no futebol inglês, enquanto o Chelsea tenta quebrar uma série negra: falharam por quatro finais consecutivas no mítico estádio de Wembley sem marcar, com o último golo datado de 2020, contra o Arsenal.
O domínio recente dos dois clubes na competição é flagrante: são os maiores vencedores da FA Cup desde 2016, com o City a somar 45 vitórias e Chelsea 37, além de liderarem as tabelas de golos marcados e jogos sem sofrer golos.
Uma curiosidade pode marcar esta final: se Alejandro Garnacho for titular e marcar, será o primeiro jogador a marcar contra o mesmo adversário em finais da FA Cup representando duas equipas diferentes, depois de ter feito golo pelo Manchester United contra o City em 2024.
Do lado do City, Erling Haaland tem sido uma figura chave, mas surpreende que em nove finais disputadas, o avançado norueguês nunca tenha conseguido marcar, mesmo após 15 remates. Por outro lado, Jeremy Doku é o rei da FA Cup nas últimas duas temporadas, com o maior número de golos, assistências e dribles executados na Premier League.
No capítulo das ausências, o Chelsea não poderá contar com Estevao, Jesse Derry e Jamie Gittens, enquanto Garnacho, Pedro Neto e Robert Sanchez são dúvidas para o embate decisivo. O Manchester City só tem uma preocupação, Rodri, que está em dúvida e com apenas 50% de hipóteses de jogar.
Este confronto não é apenas uma final: é uma batalha de histórias, estatísticas e ambições. Chelsea procura salvar uma temporada desastrosa, enquanto o City quer cimentar o seu domínio e entrar para a história como a primeira equipa a atingir quatro finais consecutivas da FA Cup. O que está em jogo é mais do que um troféu — é o orgulho, a redenção e a glória eterna. Prepare-se para um sábado de futebol de cortar a respiração!
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