Lionel Messi atinge um feito histórico que vai muito além das quatro linhas: o craque argentino acaba de entrar no seleto e exclusivo clube dos futebolistas bilionários, juntando-se a nomes lendários como Cristiano Ronaldo e David Beckham. Esta conquista financeira monumental revela não só o poder do seu talento em campo, mas também a sua inteligência e visão empresarial fora dele — uma combinação que o coloca num patamar inédito no mundo do desporto.
Segundo dados recentes do Bloomberg Billionaires Index, Messi ultrapassou a impressionante barreira dos mil milhões de dólares (aproximadamente 860 milhões de euros) de património líquido. Este marco foi alcançado graças a uma estratégia brilhante que inclui o seu impacto no Inter Miami, clube da Major League Soccer (MLS) dos Estados Unidos, e um revolucionário acordo de partilha de receitas com a Apple, além de um diversificado portefólio de negócios comerciais.
O segredo do sucesso financeiro de Messi
Após recusar uma proposta milionária proveniente da Arábia Saudita em 2023, Messi optou por ingressar no Inter Miami, uma decisão que, segundo a Bloomberg, se revelou uma jogada de mestre. Desde 2007, o argentino acumulou mais de 700 milhões de dólares (cerca de 600 milhões de euros) em salários e prémios. Quando se somam os impostos, os rendimentos dos investimentos, patrocínios e o desempenho dos mercados financeiros, o seu património líquido ultrapassa agora a barreira dos mil milhões de dólares.
O contrato atual de Messi não se limita a um salário base elevado. Inclui também uma fatia significativa das receitas geradas pelas subscrições do MLS Season Pass na Apple TV — uma parceria inovadora que ainda não teve os seus detalhes financeiros completamente revelados — e uma percentagem considerável das vendas de produtos Adidas, alavancadas pelo seu estrelato global.
Império fora dos relvados
Messi não é apenas um ícone no campo; a sua influência estende-se a múltiplos negócios que consolidam o seu império financeiro. O argentino tem parcerias estratégicas com marcas de renome nos setores dos artigos desportivos, bebidas, snacks, cartões de crédito, e até no ramo da produção audiovisual e hotelaria. Mais recentemente, investiu ainda na aquisição de um clube em Espanha, diversificando e fortalecendo o seu portefólio.
O impacto Messi no Inter Miami é notório. A avaliação do clube disparou para cifras entre 1,2 e 1,45 mil milhões de dólares (entre 1,03 e 1,25 mil milhões de euros), um crescimento diretamente associado ao fenómeno e à popularidade do craque argentino. Para assegurar o seu futuro financeiro, Messi mantém uma opção para adquirir uma participação significativa no clube após a sua reforma, garantindo assim um legado duradouro dentro e fora do futebol.
Messi entra para um clube exclusivo
Com este feito, Lionel Messi junta-se a Cristiano Ronaldo, que atingiu o estatuto de bilionário primeiramente graças ao seu contrato com o Al-Nassr e à sua marca CR7, e a David Beckham, outro exemplo de sucesso «self-made» que construiu a sua fortuna com a gestão da sua imagem, propriedade do clube de Miami e acordos de patrocínio. Estes três atletas são exceções raras no mundo do futebol, pois alcançaram o patamar de bilionários unicamente através da combinação do talento desportivo e do empreendedorismo inteligente.
Lionel Messi, o génio argentino, prova que a sua genialidade ultrapassa o terreno de jogo. Agora, a sua história é também a de um fenómeno empresarial global que redefine o conceito de sucesso no desporto.
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