Trent Alexander-Arnold surpreende ao ficar de fora da seleção inglesa

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Thomas Tuchel sacudiu o panorama do futebol inglês ao anunciar a convocatória para a seleção, deixando fãs e especialistas em choque com algumas ausências sonantes. Cole Palmer e Phil Foden dominaram o debate inicial, mas a verdadeira bomba foi a exclusão de Trent Alexander-Arnold, um nome que até há pouco tempo parecia intocável para a equipa dos Três Leões. Porquê esta decisão? Vamos dissecar este caso que tem feito correr muita tinta.

Enquanto jogadores como Jarrod Bowen e Harry Maguire mantiveram o seu lugar, apesar das circunstâncias menos favoráveis, Trent ficou de fora. O antigo prodígio do Liverpool, famoso pelas suas entregas precisas e pela capacidade atlética, parece ter perdido o brilho aos olhos de Tuchel. A grande questão é se esta exclusão se deve a uma avaliação justa ou a um esquecimento provocado pela mudança para o Real Madrid.

Na temporada 2025/26, o desempenho de Alexander-Arnold em Madrid foi, no mínimo, irregular. Embora os “Merengues” não tenham brilhado, o lateral-direito teve algumas melhorias estatísticas em comparação com a época anterior no Liverpool. Por exemplo, aumentou a média de cruzamentos bem-sucedidos para 1,38 por jogo, superando os 1,27 da temporada 2024/25. Também melhorou ligeiramente nos duelos defensivos, com uma taxa de sucesso de 46,67%, acima dos 44,44% em Anfield. Mas estes pontos positivos não foram suficientes para compensar os problemas físicos — uma lesão no gémeo e outra na coxa fizeram-no perder 21 jogos, comprometendo a consistência necessária para mostrar todo o seu potencial.

No ataque, a situação foi dececionante. Apenas cinco assistências em 30 jogos deixam claro que Trent não conseguiu replicar a influência ofensiva que tinha em Liverpool. Os números defensivos também caíram — apenas 5,37 duelos defensivos ganhos por jogo, contra 8,21 na última época em Anfield, e recuperações de bola a descer de 7,19 para 5,78 por partida. A criatividade ofensiva sofreu igualmente, com passes bem-sucedidos no último terço a descerem de 7,99 para 5,28 por jogo e passes-chave a caírem de 0,72 para 0,64.

Do lado de Tuchel, a decisão parece clara: o técnico alemão não está disposto a arriscar com um jogador que não ofereceu garantias em Madrid. Alexander-Arnold foi utilizado apenas 26 minutos num jogo de qualificação contra Andorra, e depois… silêncio. A seleção inglesa, sem Trent, tem sido um autêntico sucesso: oito jogos, oito vitórias e nenhuma derrota. Um registo impressionante que torna difícil justificar a inclusão de um jogador que não acrescenta o que é necessário para manter esta sequência vitoriosa.

O que fica claro é que, para Tuchel, o lema “não se muda uma equipa que está a ganhar” é sagrado. Trent Alexander-Arnold, uma vez estrela em ascensão e ícone da seleção, encontra-se agora numa encruzilhada da carreira. Será que conseguirá recuperar o seu lugar no coração dos Três Leões? Por agora, a resposta parece ser não, e a decisão de Tuchel, por mais polémica que seja, tem bases sólidas nos números e nos resultados que a seleção tem apresentado. O futebol inglês vive um momento de transformação, e Trent, infelizmente, parece estar fora da nova era.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.


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