O primeiro dia de preparação da Seleção Brasileira para o Mundial de 2026 foi marcado por um clima de tensão e mistério que deixou adeptos e especialistas em alerta. Neymar, a grande estrela e dono da camisola 10, foi afastado do treino na Granja Comary e levado às pressas ao Centro de Diagnóstico de Teresópolis para exames urgentes devido a uma lesão na sua perna direita.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) montou uma verdadeira “operação secreta” para garantir total sigilo à situação. A clínica foi encerrada ao público às 17 horas, com todos os profissionais obrigados a assinar acordos de confidencialidade para impedir qualquer fuga do relatório médico. Durante cerca de uma hora, Neymar esteve acompanhado pelo médico da Seleção, Rodrigo Lasmar, pelo gestor das seleções Cícero Souza e pelo supervisor Sérgio Dimas, numa sessão que deixou o avançado visivelmente abalado.
Na saída, Neymar foi transportado deitado no banco da carrinha, uma imagem que não passou despercebida e que reforça a gravidade da situação. Este não é o primeiro caso em que um craque brasileiro chega ao Mundial lesionado — nomes como Zico e Romário já passaram por este drama, com Romário a ser cortado de forma polémica na Copa de 1998, precisamente devido a uma lesão na mesma zona da perna.
Apesar de ainda não haver confirmação oficial de que Neymar possa abandonar a convocatória, o incidente expôs uma grave falha de comunicação entre a CBF e o Santos, clube que inicialmente assegurou que o jogador sofria apenas um “edema simples” e estaria apto para os treinos. O desconforto no departamento técnico e médico da Seleção é evidente, pois os exames realizados em Teresópolis apontaram para uma condição mais preocupante do que a reportada pelo clube.
Com a ressonância magnética detalhada nas mãos, a equipa médica e a comissão técnica analisam com cautela o futuro imediato da estrela brasileira. A aposta é que Neymar seja preservado, o que significa que deverá falhar os jogos amigáveis contra o Panamá e, muito provavelmente, contra o Egito na semana seguinte.
Recorde-se que o regulamento do Mundial obriga a entrega da lista final de convocados até 1 de junho. Após essa data, só serão permitidas substituições por motivos de doença ou lesão grave devidamente comprovados. A situação de Neymar, portanto, mantém o Brasil em suspense, numa altura crucial em que a equipa se prepara para o maior evento do futebol mundial. A nação aguarda por novidades, enquanto cresce a apreensão sobre a condição física do seu maior ícone.
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