Mirra Andreeva supera início difícil e avança em Roland Garros

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Mirra Andreeva protagonizou uma reviravolta impressionante no segundo encontro da sua participação em Roland Garros, demonstrando uma resiliência e maturidade que começam a destacar-se no ténis mundial. Depois de ceder o primeiro set por 3-6 diante da espanhola Marina Bassols Ribera, número 175 do mundo, a jovem russa de apenas 19 anos recuperou o controlo do jogo e venceu com uma autoridade evidente, fechando o encontro em 3-6, 6-1, 6-1.

Bassols Ribera, estreante na fase principal deste Grand Slam, parecia ter em mãos uma oportunidade para surpreender, especialmente após uma série de quebras que lhe permitiram servir para fechar o primeiro set. Contudo, a partir desse momento, a espanhola ganhou apenas dois jogos, incapaz de contrariar a ascensão de Andreeva que, em poucos minutos, estabeleceu lideranças de 5-0 e 4-0 nos sets seguintes, dominando completamente o encontro.

Na conferência de imprensa, Andreeva reconheceu que a sua entrada em campo não correspondeu às suas expectativas: “Não tive um começo muito bom — falhei muito, tomei más decisões em campo e deixei a minha adversária jogar bem no primeiro set. Depois disso, estou muito contente por as coisas terem corrido bem no segundo e terceiro sets.” A tenista reforçou ainda que a sua concentração está no processo e não no resultado final, afirmando que não se fixa no objetivo de vencer o torneio, mas sim em como quer jogar em cada jogo: “Tento não pensar ‘Tenho mesmo de ganhar este torneio’. Concentro-me mais em como quero jogar cada encontro e no que quero fazer em campo.”

Uma curiosidade prende-se com a relutância inicial de Andreeva em jogar no Court Simonne-Mathieu, onde disputou este segundo encontro. Apesar de já ter competido nos principais courts de Roland Garros — Philippe Chatrier e Suzanne Lenglen — e em vários outros, a jovem sentiu que este court tinha uma particularidade diferente durante os treinos. “Senti que o Court Simonne-Mathieu era um pouco diferente, por isso não queria jogar aí, mas acabou por ser positivo porque agora já conheço bem essa experiência,” admitiu.

No panorama atual do ténis feminino, Andreeva tem vindo a afirmar-se como uma das jovens mais promissoras, especialmente no saibro, onde venceu 17 dos seus últimos 20 encontros esta época. Apesar de ainda não ter conquistado um título de Grand Slam, o seu estatuto de candidata cresce a olhos vistos, suportado por uma combinação rara de talento e mentalidade competitiva. “Sinto que estou a jogar bem e tive uma boa temporada no saibro até agora,” acrescentou a russa, que no próximo encontro defronta Marie Bouzkova.

A jovem russa está consciente que a glória num torneio desta magnitude exige mais do que talento: “Para ganhar um Grand Slam, muito depende da mentalidade e da preparação para o torneio nesta vertente crucial do desporto.” A sua abordagem focada no presente e no controlo do jogo poderá ser a chave para transformar o potencial em títulos, numa carreira que promete revolucionar o ténis mundial nos próximos anos.

Mirra Andreeva é, sem dúvida, uma força a ter em conta neste Roland Garros 2026. A sua capacidade de superar adversidades e o crescimento contínuo no seu jogo fazem dela uma das estrelas em ascensão do ténis, com a “Magia Andreeva” a manter-se bem viva e pronta para surpreender.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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