Antes mesmo de o torneio de Roland Garros arrancar a todo o gás, duas estrelas em ascensão do ténis mundial passaram por momentos dramáticos que quase comprometeram as suas prestações no Grand Slam francês. Primeiro, Coco Gauff sofreu um ligeiro acidente de automóvel a caminho do estádio, um incidente que poderia ter abalado a sua concentração, mas que a jovem americana encarou com humor e até como um presságio de sorte. No entanto, apenas um dia depois, Naomi Osaka revelou um episódio verdadeiramente assustador: o carro em que seguia foi abalroado por um autocarro, numa colisão que poderia ter tido consequências muito graves.
Coco Gauff, antes do seu jogo da primeira ronda contra Taylor Townsend, sofreu uma pequena colisão enquanto era transportada para o recinto. O impacto foi suficientemente forte para que a jovem tenista derramasse o seu sumo dentro do carro, mas, longe de se deixar abater, Gauff riu-se do episódio e considerou-o um bom sinal. A sua atitude descontraída parece ter-lhe dado forças, pois venceu confortavelmente o encontro, confirmando o seu talento e resiliência.
Porém, a história de Naomi Osaka foi outra totalmente diferente e bem mais dramática. Após garantir a passagem à terceira ronda ao derrotar Donna Vekić em dois sets diretos, a japonesa revelou em conferência de imprensa que o veículo onde seguia foi abalroado por um autocarro. “Sim, tivemos um pequeno acidente há dois dias. Não tive medo pela minha vida, mas pensei: ‘Uau, este autocarro está mesmo a esmagar o nosso carro’”, contou Osaka, admitindo a intensidade do choque. “Podia ouvir claramente o carro a partir enquanto o autocarro continuava a empurrar-nos. A parte mais estranha foi que o autocarro continuava a avançar, e por um momento pensei que ia virar completamente o nosso carro.”
Apesar do susto, a ex-número um mundial conseguiu manter-se calma, uma qualidade que a própria destacou como fundamental para lidar com situações de perigo: “Notei que, em situações perigosas, não entro em pânico. Simplesmente penso muito devagar: ‘Ok, isto está a acontecer.’” Esta serenidade mental traduziu-se numa exibição de grande nível em court, onde Osaka não deu sinais de fragilidade e garantiu a qualificação para a terceira ronda de Roland Garros pela primeira vez desde 2019.
A tenista nipónica reconheceu ainda a evolução que sentiu na sua maturidade mental: “Mentalmente, sou muito diferente mesmo em comparação com o ano passado. Antes, ficava muito stressada quando os jogos eram apertados, entrava em pânico e tinha muitas dificuldades em gerir esses momentos.”
Recorde-se que Naomi Osaka regressou aos courts no ano passado após uma pausa de 15 meses devido ao nascimento da filha, período em que revelou ter enfrentado desafios emocionais, incluindo depressão pós-parto e sentimentos de culpa por estar afastada da criança. Contudo, regressar ao ténis deu-lhe uma nova razão de viver e uma identidade renovada, para além da maternidade e das noites sem dormir.
“Agora tento jogar ponto a ponto. Estou em paz com a ideia de perder, desde que sinta que dei tudo e dificultar ao máximo o jogo ao meu adversário”, acrescentou Osaka.
No seu próximo desafio em Roland Garros, Naomi Osaka defrontará Iva Jovic, tentando manter a sua trajectória positiva apesar do incidente traumático que viveu. Enquanto isso, a colisão sofrida por Coco Gauff, embora menos grave — o seu carro embateu contra um poste —, também gerou algum alvoroço, mas não impediu a jovem americana de avançar no torneio.
Estas histórias revelam a resiliência e a determinação das duas tenistas, que mesmo perante adversidades fora do court mostram uma força mental exemplar. Roland Garros está a provar ser um palco não só para o ténis de alto nível, mas também para a superação pessoal.
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