Guardiola é uma opção para treinar a itália, afirma ministro do desporto

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O sonho de Pep Guardiola assumir o comando da seleção italiana está longe de ser uma utopia, garante Andrea Abodi, o Ministro do Desporto de Itália. Numa declaração que já está a agitar o mundo do futebol transalpino, Abodi revelou que a contratação do ex-treinador do Manchester City “é uma das opções possíveis, certamente não um sonho impossível”.

Guardiola, que recentemente terminou a sua gloriosa passagem pelo City, onde conquistou tudo o que havia para ganhar num ciclo de uma década, tem um passado que liga fortemente à Itália. Além de ter jogado na Serie A, ao serviço da Roma e do Brescia, o espanhol mantém laços profundos com o país, onde tem muitos amigos e onde regressa regularmente. Esta ligação torna a sua eventual chegada à Nazionale uma possibilidade real e plausível.

O Ministro Abodi foi direto e contundente ao abordar a questão: “Teríamos de perceber se Guardiola está disposto a aceitar este desafio, considerando o quanto Itália faz parte do seu percurso de vida e acredito nos seus sentimentos.” Para Abodi, Guardiola não é apenas um treinador importante, mas o papel de treinador de uma seleção nacional implica uma dinâmica diferente. “É um desafio que, mais cedo ou mais tarde, Guardiola quererá encarar. Não é uma questão de dinheiro, mas de ambição e sonhos.”

No entanto, esta decisão só será tomada após a eleição do novo presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), prevista para o mês que vem, onde Giovanni Malagò e Giancarlo Abete são os principais candidatos. Abodi destaca que “não basta um treinador para construir uma Nazionale vencedora; é preciso um projeto de alto nível, integrado e sustentável”.

O Ministro não poupou críticas à gestão atual do futebol italiano, lamentando o retrocesso causado pela “incompetência dos dirigentes, tanto dos clubes, como da Liga e da própria FIGC”. Apelou a uma colaboração mais estreita entre todos os sectores para recuperar o caminho da excelência: “Abrir os estádios não chega, precisamos de uma verdadeira revolução estrutural.”

Abodi expressou ainda o seu desapontamento com a forma como os ex-jogadores são ignorados nas tomadas de decisão. “Os clubes e a Liga tendem a desvalorizar a experiência dos antigos jogadores, como se não tivessem capacidade para gerir situações complexas. Vi isso quando Roberto Baggio apresentou a sua proposta na Federação, que não foi devidamente valorizada, possivelmente por ser demasiado revolucionária para um futebol demasiado tradicionalista e conservador.”

Este alerta surge numa altura em que Itália falhou a qualificação para o Mundial pela terceira vez consecutiva, um facto que Abodi considera “inaceitável e um choque para o sistema”. “Parece que foi há um século, mas conquistámos o Mundial em 2006. Espero que este fracasso sirva para acordar o futebol italiano, pois não é falta de talento, mas sim uma cegueira que nos impede de reconhecer e valorizar o que temos.”

Com esta análise franca e incisiva, Andrea Abodi lança um desafio claro: recuperar a glória da Nazionale passa não só por um treinador de topo como Pep Guardiola, mas sobretudo por uma mudança estrutural profunda no futebol italiano. A escolha do novo presidente da FIGC será decisiva para definir o futuro da seleção e, quem sabe, trazer o génio catalão para transformar de vez o rumo da Itália no futebol mundial.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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