Casper Ruud comenta polémica decisiva no Roland Garros

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O Roland Garros voltou a ser palco de polémica, desta vez envolvendo o norueguês Casper Ruud e um lance decisivo que poderá ter alterado o rumo do encontro frente ao brasileiro João Fonseca nos oitavos de final. Num momento crucial do segundo set, no tie-break a 8-7, um ponto contestado colocou em xeque a validade do julgamento da árbitra de cadeira, na ausência do recurso tecnológico Hawk-Eye Live, ainda não implementado neste torneio que mantém os juízes de linha tradicionais.

Tudo aconteceu quando um forte forehand de Fonseca caiu muito próximo da linha de fundo, seguido por um golpe largo de Ruud. No entanto, a partir das bancadas ouviu-se um grito de “Out”, suscitando dúvidas. A árbitra decidiu consultar o local do impacto e, não encontrando espaço entre a linha e a marca da bola, validou o ponto para o brasileiro, empatando o tie-break a 8-8. Se, por outro lado, o ponto tivesse sido atribuído a Ruud, o marcador indicaria 9-7 a seu favor. A análise do sistema tecnológico não oficial da TNT Sports indicou que a bola teria ultrapassado a linha, o que teria beneficiado o norueguês.

Em conferência de imprensa após o jogo, Casper Ruud, reconhecido no circuito pela sua postura exemplar, não escondeu a frustração, mas manteve a serenidade: “O forehand dele estava muito perto; podia estar dentro ou fora. Obviamente, foi chamado dentro. Se tivesse vencido esse set, talvez o resultado estivesse 1-1 e não 0-2. Estaríamos empatados. É uma pena, dada a minha situação”, afirmou o tenista nórdico, admitindo que a decisão influenciou o desenrolar do encontro.

Apesar da desilusão pela eliminação num torneio que consagrará um novo campeão do Grand Slam, Ruud não poupou elogios ao adversário: “Esperava um jogo difícil, e assim foi. Ele não tem muitos pontos fracos no seu jogo. Já venceu vários jogadores de topo, incluindo o Novak há dois dias. O seu ténis é realmente impressionante”, concluiu o norueguês, reconhecendo o mérito do brasileiro.

Este episódio sublinha as limitações dos métodos tradicionais de arbitragem em provas de topo e reforça a urgência da implementação do Hawk-Eye Live no Roland Garros, para evitar que decisões controversas continuem a influenciar resultados decisivos em encontros de alta competição. Para Ruud, fica a amarga sensação de que um ponto duvidoso poderá ter-lhe custado uma oportunidade de lutar pela glória no principal torneio do saibro.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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