A espera terminou para os adeptos de Serena Williams em todo o mundo. A lenda do ténis norte-americano, detentora de 23 títulos de Grand Slam, anunciou esta segunda-feira, 1 de junho, o seu regresso aos courts, pondo fim às especulações que pairavam sobre o seu retorno competitivo. Serena prepara-se para voltar ao palco onde conquistou sete títulos de Grand Slam: a relva.
Serena Williams regressa oficialmente ao ténis profissional no Queen’s Club Championships, que arranca a 8 de junho. A campeã vai estrear-se em pares, possivelmente ao lado da jovem promessa canadiana Victoria Mboko, que já tinha deixado pistas sobre esta parceria numa conferência de imprensa no Open de França. A presença de Serena é um impulso gigantesco para o evento que, após 40 anos de ausência, regressou ao calendário WTA no ano passado, e que agora vive a sua segunda edição.
O primeiro jogo oficial de Serena deverá ocorrer entre 9 e 10 de junho, no Queen’s Club. No entanto, o mundo do ténis acredita que esta etapa será apenas um aperitivo para algo maior: espera-se que a norte-americana peça um wild card para Wimbledon, cuja competição começa a 29 de junho. A grande questão que todos querem ver respondida é se Williams irá regressar também em singulares no mítico All England Lawn Tennis Club.
Mas por que motivo Serena se tornou elegível para regressar agora? Tudo começou no outono passado, quando a tenista se reinscreveu no Painel de Testes da ITIA, cumprindo assim as regras antidoping. Esta inscrição obrigava-a a manter as autoridades informadas sobre a sua localização para testes aleatórios. A notícia surgiu em dezembro e, apesar de Serena tentar desvalorizar os rumores na altura, o cumprimento do período obrigatório de seis meses permitiu que, em fevereiro, estivesse oficialmente apta a competir no circuito WTA.
Nas redes sociais, Serena confirmou a sua decisão com um vídeo emotivo, transmitindo aos fãs a certeza do seu regresso. “A relva deu-me alguns dos momentos mais significativos da minha carreira e estou entusiasmada por voltar a competir num dos palcos mais icónicos do desporto”, afirmou a campeã. As suas palavras ficam aquém da realidade: sete títulos em Wimbledon e uma medalha de ouro olímpica conquistada em relva são provas do domínio absoluto que a norte-americana teve nesta superfície.
O mundo estará atento em Londres para testemunhar o estado de forma de Serena Williams, que não joga desde o US Open de 2022. O seu regresso pode redefinir o panorama do ténis feminino, reacendendo a chama de uma das maiores atletas que o desporto alguma vez viu. A contagem decrescente para o regresso da rainha do ténis já começou.
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