FIFA proíbe pausas tácticas para guarda-redes no Mundial

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A FIFA prepara-se para revolucionar o Mundial deste verão com uma proibição inédita que promete acabar com uma das artimanhas mais controversas do futebol moderno: o “timeout táctico” dos guarda-redes. Já não será permitido aos jogadores aproximarem-se da linha lateral para receber instruções dos treinadores quando o guarda-redes estiver no chão, lesionado ou a simular uma lesão, numa medida que visa pôr fim a jogos interrompidos de forma estratégica para ganhar tempo e confundir o adversário.

Pierluigi Collina, o chefe dos árbitros da FIFA, revelou esta mudança fundamental imposta pelo International Football Association Board (Ifab), que pretende erradicar esta prática que se tornou habitual em várias ligas, incluindo a Premier League. Um exemplo emblemático aconteceu em novembro passado, quando o treinador do Leeds, Daniel Farke, acusou o guarda-redes do Manchester City, Gianluigi Donnarumma, de fingir uma lesão para “dobrar as regras” e quebrar o ritmo do jogo.

Com o objetivo de eliminar esta manobra, as equipas não poderão deslocar-se até à linha lateral durante a interrupção causada por uma lesão do guarda-redes. Os jogadores terão de permanecer onde estão ou reunir-se no círculo central, proibidos de procurar os treinadores para receber instruções táticas. A nova regra será aplicada de forma rigorosa pelos árbitros, embora Collina tenha garantido que não serão mostrados cartões amarelos nem haverá sanções disciplinares imediatas para quem desrespeitar esta norma, sendo antes uma questão de consciencialização e prevenção.

Esta medida já foi testada em parte na liga profissional feminina dos Estados Unidos (NWSL) e será implementada em todos os jogos do Mundial. Para garantir o cumprimento, foram realizadas sessões com os treinadores das 48 selecções apuradas, onde ficou claro que os árbitros estarão atentos e agirão de forma proativa para impedir qualquer tentativa de “timeout táctico”.

Collina declarou: “O guarda-redes tem direito a estar lesionado, mas os jogadores não têm o direito de sair do campo para terem uma espécie de timeout com os treinadores.” Esta intervenção representa uma tentativa clara de devolver a fluidez e a justiça ao jogo, combatendo tácticas que, embora legais até agora, eram consideradas anti-desportivas e prejudiciais para o espetáculo.

Além desta medida, outras cinco alterações regulamentares foram anunciadas para o Mundial, todas com o intuito de acelerar o jogo e reforçar a autoridade dos árbitros, mas nenhuma com o impacto mediático e estratégico que esta proibição do “timeout táctico” certamente terá. O futebol mundial prepara-se assim para uma mudança que pode alterar para sempre a forma como os jogos são geridos, com os árbitros a ganharem poder para controlar estas pausas artificiais que tanto irritavam adeptos e treinadores. O Mundial 2024 promete ser não só um palco de talento e emoção, mas também de inovação e rigor disciplinar.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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