Alexander Zverev está finalmente preparado para conquistar o título de Grand Slam que tanto ambiciona, garante Greg Rusedski, ex-finalista de um Major. O antigo tenista britânico acredita que o alemão, de 29 anos, tem agora todas as condições para vencer a final do Roland Garros frente ao surpreendente italiano Flavio Cobolli, que chegou à decisão após o abandono do compatriota Matteo Arnaldi.
Zverev garantiu o seu lugar na final com uma vitória convincente sobre o checo Jakub Mensik, por 7-5, 6-2, 3-6 e 6-3, exibindo, no entanto, sinais de desgaste físico após uma campanha intensa. O jovem italiano Cobolli beneficiou da desistência por doença de Arnaldi, o que lhe abriu caminho para a final deste domingo.
Esta é uma oportunidade de ouro para Zverev, que já foi vice-campeão no US Open 2020, Roland Garros 2024 e Australian Open 2025, mas ainda não conseguiu erguer o troféu maior. A derrota especialmente dolorosa contra Dominic Thiem em Nova Iorque, onde liderava por dois sets e uma vantagem antes de sucumbir, ainda permanece na memória do germânico.
Com as eliminações surpreendentes do número 1 mundial Jannik Sinner e de Novak Djokovic, Zverev surge agora como o claro favorito ao título. Rusedski, no seu podcast “Off Court with Greg”, destacou a evolução do alemão ao longo do ano, realçando a sua proximidade histórica para bater nomes como Carlos Alcaraz ou Sinner em momentos cruciais.
“Estou impressionado com o Zverev porque, durante o ano, era constantemente dominado pelo Sinner nas finais. Mas ele cresceu muito”, afirmou o antigo jogador britânico. “Na última edição do Australian Open esteve a dois pontos de derrotar o Alcaraz, a servir para o jogo a 5-3. Se o tivesse feito, a narrativa sobre o início invencível do espanhol seria diferente. Agora, este é o grande momento dele. Ele já perdeu finais, já passou por tudo, e sinto que desta vez vai conseguir.”
Rusedski realçou ainda a importância da mentalidade e do controlo emocional de Zverev para este encontro decisivo: “A questão tática será crucial, especialmente contra um Cobolli que teve um percurso mais fácil até à final, graças ao abandono do Arnaldi. Todo o peso está sobre os ombros de Zverev, porque é agora ou nunca. Se ele conseguir manter a calma e controlar a pressão, acredito que será o vencedor.”
O histórico de confrontos entre ambos está empatado a uma vitória este ano: Cobolli venceu em Munique, enquanto Zverev triunfou em Madrid. Contudo, Rusedski acredita que a experiência e a maturidade do alemão farão a diferença num encontro que pode prolongar-se por quatro ou cinco sets.
“Este Zverev tem mais tempo e sabe gerir melhor os encontros longos. Se não vencer desta vez, será um golpe muito duro, mas sinto que ele amadureceu e este é o seu momento”, sublinhou.
Além do seu talento, o empenho de Zverev em inovar o seu jogo tem sido decisivo. O tenista passou tempo na academia de Rafael Nadal, procurando aprender com a experiência do espanhol e do seu tio Tony Nadal, numa tentativa clara de dar um novo impulso à sua carreira.
“Ele tem sido incrivelmente consistente, apesar da dura concorrência de Alcaraz e Sinner. No ano passado, percebeu que precisava de algo diferente e foi buscar inspiração onde ninguém esperava”, explicou Rusedski. “Ele poderia ter desistido, mas continua a bater à porta dos grandes títulos, sempre com perseverança e determinação.”
Para o antigo finalista de Grand Slam, a vitória de Zverev no Roland Garros será uma recompensa merecida pelo seu esforço e resiliência: “Gostaria muito de vê-lo erguer aquele troféu, porque sei tudo o que ele passou até aqui. Este é o momento de fazer história.”
A final do torneio de Paris promete, assim, um duelo emocionante entre a experiência e a ambição de Zverev e a ousadia do jovem italiano Cobolli, numa batalha que pode marcar o início de um novo capítulo na carreira do tenista alemão.
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