Maja Chwalinska não se conteve após a final do Open de França e descreveu Mirra Andreeva como “irritante”, numa declaração que já está a dar que falar no mundo do ténis. A jovem polaca, surpreendente finalista do torneio, perdeu por 6-3, 6-2 perante a estrela russa, que se tornou na primeira jogadora nascida em 2005 ou depois a conquistar um título de Grand Slam em singulares.
Chwalinska foi uma verdadeira guerreira durante o encontro, especialmente nos primeiros momentos, onde a sua abordagem de jogo aguerrida e persistente conseguiu incomodar bastante Andreeva, mesmo com o vento a dificultar ainda mais as condições. Contudo, à medida que o jogo foi avançando, a campeã elevou o seu nível, dominando 10 dos últimos 12 jogos, deixando a polaca incapaz de responder à sua superioridade.
Na cerimónia de entrega dos troféus, Chwalinska começou por elogiar a sua adversária: “Antes de mais, parabéns Mirra. És uma jogadora incrível, tão jovem e talentosa – é mesmo irritante.” A polaca não poupou nas palavras para reconhecer a qualidade da vencedora e o trabalho da sua equipa: “Parabéns à tua equipa pelo trabalho fantástico, desejo-vos tudo de bom para o futuro.”
A emoção tomou conta da jogadora de 23 anos ao recordar a sua caminhada até à final, que foi histórica, pois tornou-se a primeira apurada através do quadro de qualificação a chegar a uma final de Grand Slam desde Emma Raducanu, em 2021. No percurso até Paris, Chwalinska eliminou nomes sonantes como Maria Sakkari e as cabeças de série Elise Mertens e Anna Kalinskaya, culminando com a vitória sobre Diana Shnaider nas meias-finais.
“Quero agradecer à minha equipa e à minha família, que estiveram sempre comigo. Sei que por vezes não sou fácil, mas obrigado por não desistirem, por trabalharem comigo todos os dias. Vou continuar a dar o meu melhor e a tentar melhorar,” afirmou a polaca, que recebeu o carinho dos adeptos ao longo das três semanas de competição. “Gostava que tivessem visto um jogo melhor hoje, mas a Mirra foi mesmo demasiado forte. Fiz o que pude, peço desculpa (risos). Paris vai ficar para sempre no meu coração.”
Este desempenho valeu-lhe uma subida significativa no ranking mundial, alcançando a sua melhor posição de sempre, o 21.º lugar, e cerca de 1.300 pontos que podem impulsionar a sua carreira. O futuro imediato de Chwalinska reserva o torneio Lexus Ilkley Open, ainda que não esteja claro se vai descansar antes da temporada de relva. Caso não obtenha um convite para Wimbledon, terá de passar pelo quadro de qualificação para o major britânico.
A declaração franca e o desempenho surpreendente de Maja Chwalinska no Open de França prometem agitar o circuito, enquanto Mirra Andreeva se prepara para continuar a sua ascensão meteórica no ténis mundial. Um duelo de gerações que já está a marcar o desporto-rei das raquetes.
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