Os livres directos são uma verdadeira arte no futebol, exigindo técnica apurada, potência e uma colocação perfeita para transformar cada lance em golo. Ao longo da história dos Mundiais de Futebol da FIFA, apenas três jogadores conseguiram marcar mais do que um golo diretamente de livre, elevando-se a ícones incontornáveis desta modalidade.
No topo desta lista está Rivelino, peça fundamental na lendária equipa do Brasil que conquistou o tricampeonato em 1970 no México, um dos melhores conjuntos de sempre na história do Mundial. O craque sul-americano brilhou com três golos de livre ao longo do torneio, incluindo um momento memorável contra a Checoslováquia, que lhe valeu o apelido “Patada Atómica” pelos adeptos mexicanos, numa referência ao poder explosivo do seu pontapé.

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Outro nome que merece destaque é Bernard Genghini, que marcou seis golos pela França, incluindo dois livres directos no Mundial de 1982. O francês fez a diferença com remates certeiros contra o Kuwait e a Áustria, ajudando os gauleses a alcançar as meias-finais da competição. Genghini viria ainda a integrar o plantel que conquistou o Campeonato Europeu de 1984 em casa, garantindo o primeiro grande título da história dos “Les Bleus”.
Por fim, David Beckham, cuja carreira ficou fortemente associada à capacidade de marcar golos magníficos de bola parada. O ex-internacional inglês tornou-se um fenómeno cultural, impulsionado pelo filme de sucesso “Bend it Like Beckham”, que popularizou o seu nome e a sua técnica nos primeiros anos do século XXI.
Estes três jogadores provam que o domínio dos livres directos no Mundial não é apenas uma questão de sorte, mas sim de talento, treino e uma precisão cirúrgica que os coloca num patamar exclusivo no futebol mundial. A arte dos livres continua a fascinar e a decidir jogos, perpetuando o legado destes mestres da bola parada.
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