Serena e Venus Williams regressam aos pares em Wimbledon após anos de pausa

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O ténis mundial prepara-se para um momento absolutamente histórico: Serena e Venus Williams vão regressar como dupla nos pares femininos de Wimbledon, numa decisão que promete agitar o universo do Grand Slam britânico. As irmãs norte-americanas receberam um convite wild card para competir juntas na relva sagrada de All England Club, ressuscitando uma parceria lendária que já conquistou 14 títulos do Grand Slam em pares, seis deles precisamente em Wimbledon.

A confirmação oficial chegou esta terça-feira, menos de duas semanas antes do início do torneio, e está já a provocar enorme expectativa entre adeptos e especialistas. Serena Williams, que regressou à competição após quase quatro anos de ausência, volta a jogar ao lado da irmã mais velha, Venus, que completa 46 anos esta quarta-feira e tem mantido uma presença esporádica nos courts internacionais. O anúncio surge após Serena ter vencido o seu primeiro encontro de pares ao lado de Victoria Mboko no Queen’s Club, em Londres, na semana passada, antes de ser forçada a desistir devido a uma lesão da parceira canadiana.

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Este regresso das irmãs Williams a Wimbledon não é apenas simbólico; pode ser visto como uma última dança de duas das maiores lendas da modalidade. As duas conquistaram juntos o seu primeiro título de pares em Wimbledon no ano 2000, também como wild cards, e o último em 2016. Curiosamente, as primeiras duas conquistas neste torneio, em 2000 e 2002, aconteceram precisamente com convites especiais, reiterando a tradição de surpreender o público britânico com o seu talento e carisma.

A importância desta notícia transcende o simples regresso de uma dupla vencedora. Serena e Venus Williams marcaram várias gerações e revolucionaram o ténis feminino com o seu poder, técnica e espírito competitivo. O seu regresso a Wimbledon, após terem jogado juntas pela última vez no US Open de 2022 — onde perderam logo na estreia, naquele que foi o primeiro jogo de pares em quase cinco anos —, representa uma oportunidade única de rever duas das maiores referências do desporto mundial em acção, provavelmente pela última vez num Grand Slam.

Na sequência do anúncio, a especulação sobre um eventual regresso de Serena Williams também aos singulares intensificou-se, uma vez que um dos oito convites wild card para o quadro principal feminino permanece por anunciar. Serena não descartou a hipótese de competir em singulares, mantendo em suspense milhares de fãs e jornalistas: “Ainda não tomei uma decisão final sobre os singulares, mas tudo é possível”, afirmou Serena após o treino de terça-feira, demonstrando que a possibilidade continua em aberto.

Além das irmãs Williams, a organização de Wimbledon atribuiu wild cards à finalista recente de Roland Garros, Maja Chwalinska, e a seis tenistas britânicas: Harriet Dart, Alicia Dudeney, Hannah Klugman, Mika Stojsavljevic, Katie Swan e Mimi Xu. No quadro masculino, destaque para os convites concedidos ao suíço Stan Wawrinka, que já anunciou que se vai retirar no final da época, e ao búlgaro Grigor Dimitrov, actualmente número 169 do ranking ATP, que no ano passado surpreendeu ao liderar Jannik Sinner por dois sets antes de se lesionar e abandonar o encontro. Entre os britânicos, Jacob Fearnley, Arthur Fery, Jack Pinnington Jones e Toby Samuel também receberam entrada directa.

No que toca aos pares masculinos, a organização surpreendeu ao oferecer um wild card à dupla formada por Alexander Bublik e Nick Kyrgios — este último finalista de singulares em 2022 e famoso tanto pelo seu talento como pelas suas polémicas. Matteo Berrettini, finalista em 2021 e actualmente 49.º do ranking ATP, ficou de fora da lista de convites devido à sua classificação aquando do fecho das inscrições, mas poderá ainda entrar directamente no quadro principal em caso de desistências de outros jogadores.

O regresso de Serena e Venus Williams como dupla em Wimbledon promete transformar o torneio num verdadeiro palco de celebração do ténis feminino e numa despedida em grande de uma das parcerias mais vitoriosas de sempre. As atenções estarão centradas não só na sua performance, mas também na hipótese de ver Serena de volta aos singulares. Para as adversárias, a presença das irmãs Williams representa um desafio de peso e uma motivação extra para tentar vencer duas das maiores figuras da história do ténis. O mundo do desporto aguarda com enorme expectativa para ver se este regresso ficará marcado por mais um título, ou se será o capítulo final de uma epopeia ímpar no ténis mundial.

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